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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 04 Nov 2015, 10:21 
Dispater, Lorde do Segundo
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Eu soube de Waterloo, mas ainda não comprei, aliás, não ando comprando nada, 2015 foi cruel para McCury Advogados.... :evil:

O Capital é bom pra derrubar espantalhos políticos e avaliar os equívocos de quem se dizia basear na obra dele, mas é igualmente denso e pesado, estou com a Era das Revoluções aqui, mas nem comecei, estou tentando avançar em O Tratado da Reforma da Inteligência, de Espinosa, mas é igualmente denso....

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 05 Nov 2015, 17:38 
Abishai Vermelho
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Nada cara...

A Edição de O Capital que peguei são extratos do livro de Karl Marx feitos por Paul Lafargue que diz o mesmo que foi aprovado por Friderich Engels, então deve ser coisa boa...
Estava conversando com um colega meu que é PTista,disse pra ele sobre os exemplos engraçados que o livro da como o valor de certas coisas como não se troca um punhado de Trigo(ou sejá lá o nome coletivo) por um diamante já que o Trigo vale menos, e não se troca uma barra de ferro por um pedaço de pano de roupa,o livro fala um pouco que todo cidadão deveria ter uma qualificação poderia ser um camponês que lavra-se a terra,um carpinteiro que cria uma carroça para levar a safra ao mercado,um mineiro que tira o diamante da mina ou um minério de ferro,um joalheiro que lápida a jóia,um ferreiro que deixa o ferro maleavél,um padeiro que faz o pão,que no final é comprado pelo consumidor com outras mercadorias(na forma de troca ou escambo) ou com dinheiro.
Paul Lafargue tenta mostrar o valor de cada mercadoria fazendo um tipo maluco de fórmula matemática dizendo que o preço final de um produto é o valor da matéria prima mais a "força de trabalho" empregada pelo ser humano para fazer a mercadoria que se torna o produto final junto com o seu valor de mercado e que o mesmo se aplicava ao ouro e a prata que no seu estado bruto tinham seu valor,mas depois do processo de cunhagem virariam dinheiro para ser posto em circulação.
O escritor deu esse exemplo como se fosse dentro da Rússia entre final do séc.XIX e início do séc.XX,disse que não era impossivel uma pessoa ter mais de um profissão mesmo naquela época.Logo no começo do livro o autor passa a visão que vale mais apena andar bem alimentado e arrumado do que cheio de apetrechos,o resto pouco importava....
No livro o autor diz que os primeiros povos a utiliza alguma forma de "'dinheiro" eram os povos nômades que entravam em contato com outras culturas e realizavam o comércio,depois ele da um exemplo de um tipo de comunidade que negocia entre ela mesma dizendo que não havia necessidade de moeda, então logo imaginei um feudo onde as pessoas negociam entre si e não precisariam do dinheiro a não ser que estivessem fazendo comércio com outro feudo ou algum comerciante de longe,foi isso que eu imaginei.
Esse meu colega por incrível que pareça concordou com tudo que eu disse a ele e estou repetindo a vocês e me veio com uma piadinha dizendo se eu estivesse com um livro desses em plena ditadura militar era cana certa.

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 06 Nov 2015, 10:46 
Abishai Vermelho
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Who set the prices?

Comecei a ler o terceiro capítulo do livro que trata da circulação de mercadorias,nele Paul Lafargue diz que o valor do ferro,do trigo e do pano deveriam ser colocados devido a força de trabalho usada para lavrar o grão, para tirar o ferro da mina ou para confeccionar o pano,o comerciante coloca "na cabeça" da mercadoria como se ela tivesse vida própria dando a ela seu preço final e anuncia no mercado.
Oque eu não consegui entender é oque impede ele de lucrar muito em cima do que produziu?,o texto diz que existe algo que regula o quanto cada mercadoria deveria valer dentro da sociedade e que o comerciante só deveria lucrar o tempo ele gastou para confeccioná-la.
O dinheiro deveria ter uma denominação ao invés de ser comercializado 100 gramas de ouro por um saco de trigo essa mercadoria deveria ser trocada por 20 francos...
O processo de metamorfose de dinheiro e mercadoria onde um tecelão leva 20 metros de pano ao mercado e os vende por 40 francos(mercadoria-dinheiro) e depois o mesmo tecelão compra uma roupa que esteja precisando por 20 francos(dinheiro-mercadoria),depois o homen que vendeu a roupa ao tecelão decide comprar aguardante então ele supostamente paga 10 francos pela mercadoria(M-D-M),este fluxo livre de troca de bens e moedas Paul Lafargue chamou de currency...

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 10 Nov 2015, 10:34 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin escreveu:
Who set the prices?


Oque eu não consegui entender é oque impede ele de lucrar muito em cima do que produziu?,o texto diz que existe algo que regula o quanto cada mercadoria deveria valer dentro da sociedade e que o comerciante só deveria lucrar o tempo ele gastou para confeccioná-la.


A velha rinha com os liberais clássicos vem daí....eles não querem qualquer regulação nesse ponto, deixar o empresário livre para lucrar o quanto quiser é seguir as leis "naturais" do mercado e que esse lucro, a longo prazo, geraria circulação de riqueza...

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 10 Nov 2015, 15:38 
Abishai Vermelho
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Laissez Faire?

Pô então é isso?,um mercado sem regulação dos preços?,o livro foi meio vago sobre o assunto,disse algo como se houvesse pouca procura o preço deveria descer, agora se houvesse muita o preço deveria subir.
Agora,tendo o ouro como fonte monetária(dinheiro)oque acontece quando se há escassez do mesmo?, se usa o papel moeda e as moedas comums de hoje em dia?


OBS:Comprei dois livros que queria muito e estão pra chegar que são sobre a ocupação dos franceses durante o Brasil-colonia(Villegagnon e La Ravardiére)cada um fez um assentamento um um lugar do Brasil em tempos diferentes...

Já leram sobre Hans Staden?

OBS:A livraria Cultura trabalha com boleto?,aqueles livros que só podem ser comprados sob encomenda, estão sempre disponiveis no fornecedor?,digo,sempre vem?,se não como é a politíca de reembolso deles?

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 11 Nov 2015, 10:20 
Dragão Cobre
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Acredito que estejam disponíveis sim! Eu já comprei vários livros importados deles e sempre chegou tudo tranquilo. Se não conseguirem, imagino que eles estornem o valor!

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 11 Nov 2015, 10:29 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin, vejo esse tipo de omissão em quase toda a literatura liberal, desde a clássica (li Smith), mas também li Friedman(o pai e o filho) e Hayek (que não são considerados por alguns como liberais clássicos) e o maior erro deles pra mim é achar que tendências mercadológicas se ajustam naturalmente quando na verdade temos uma influência grande de vários outros fatores que não apenas a demanda e a oferta, desde as mais variadas formas de especulação, como, por exemplo, o ato de manipular a oferta de um produto até que a demanda por ele se altere para condições mais favoráveis a quem o produz e várias outras formas de manipulação (até mesmo através do jogo político), namoro bastante com o liberalismo político, com o econômico, nem tanto, mas o maior erro dos liberais ortodoxos, na minha opinião, é que eles partem da premissa (falsa e inocente) de que todos os indivíduos que detêm os meios de produção partilham de seus ideais, é aí que a coisa fode e nasce, por exemplo, esse capitalismo de compadrio que temos aqui e o direcionamento de incentivos fiscais para quem não precisa em detrimento de políticas de cunho social para quem precisa. Ao mesmo tempo, para evitar isso seria necessária regulação e como eles normalmente são avessos a qualquer tipo de regulação, fica esse impasse, essa lacunas em relação a soluções que, sem regulação do Estado, não surgiram e não sei se surgirão.

Eu não sou exatamente estatista ou interventor, mas me parece bem óbvio que a tal mão invisível (que na verdade é direcionada pela mão de ferro do capital) não resolve nada sozinha.

Muitas vezes, vejo nos liberais o mesmo erro dos socialistas revolucionários, que é pensar na implementação do sistema antes que a sociedade partilhe dos valores que o fariam eficiente.

Parece que Hans Staden tem umas aventuras (verídicas) empolgantes, mas nunca li.

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 11 Nov 2015, 12:53 
Abishai Vermelho
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Pô McCury então a culpa dessa especulação em cima dos lucros esta nos burgueses?na elite que é beneficiada por subsídios que eram para ser dirigidos a classe baixa?,Algum outro tipo de sistema deveria ser a solução ao invés do capitalismo?

Sobre lacunas você fala sobre diferença de classes?,a luta de classes?,sei que você tentou elaborar o seu texto o mais claro possível mas isso foi dificil de entrar na minha cabeça....cara tenho que ler mais isso.

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 11 Nov 2015, 16:55 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin escreveu:
Pô McCury então a culpa dessa especulação em cima dos lucros esta nos burgueses?na elite que é beneficiada por subsídios que eram para ser dirigidos a classe baixa?,Algum outro tipo de sistema deveria ser a solução ao invés do capitalismo?

Sobre lacunas você fala sobre diferença de classes?,a luta de classes?,sei que você tentou elaborar o seu texto o mais claro possível mas isso foi dificil de entrar na minha cabeça....cara tenho que ler mais isso.


Sinceramente não sei, sou cheio de dúvidas sobre isso, sobre como trabalhar, por exemplo, com limites à manipulação das leis de mercado sem cair no autoritarismo, sem afogar o empreendedorismo. Acho que um ponto importante está realmente em verificar se a sociedade cultiva os valores necessários para trabalhar com menos ou com mais intervenção. A falta total de intervenção, hoje, na minha opinião é impossível, seria uma catástrofe humanitária.

Sobre o direcionamento dos subsídios, não tenho dúvida nenhuma, hoje, de fato, quem mais conta com a ajuda do Estado é quem menos precisa, justamente porque a maioria dos sistemas econômicos ainda trabalha com a ideia de que fomentar a atividade econômica através de subsídios a grandes empresas (que hoje são cada vez mais monopolistas) gerará, a longo prazo, riqueza universal, o que me parece ilusório. Se formos ver, programas sociais representam um valor ínfimo se formos comparar o quanto os que recebem esses subsídios poderiam contribuir se não fossem agraciados por ele e esse é um dos motivos para termos tanta concentração de renda, mesmo nas maiores economias do mundo. Fora isso, os beneficiários desses subsídios acabam com uma parcela excessiva do mercado, o que inibe a concorrência, esmaga o empreendedorismo local e se mostra como algo inverso à ideia liberal de livre mercado.

Eu imagino que parte da culpa seria dos detentores dos meios de produção, mas atribuir a culpa a eles como se fosse uma medida orquestrada e não apenas reflexo de uma cultura individualista de busca da riqueza e lucro supremos seria miopia. A verdade é que as sociedades de mercado estimulam isso e vão continuar a estimular, a culpa não é, necessariamente de quem obteve sucesso nelas (ou já nasceu com esse sucesso garantido), já que boa parte dos que estão por baixo faria a mesma coisa do que os que estão por cima. A luta de classes não morreu, nem morrerá, apenas mudou de forma e de pauta. O mundo avança, por exemplo, em condições humanitárias, segurança no trabalho, seguridade mínima, mas ainda precisa avançar em distribuição de renda e eu não vejo como fazer isso sem um mínimo de intervenção estatal e sem que se fomente meios para incrementar essa distribuição e isso não deixa de ser luta de classes.

Eu não gosto do capitalismo (pelo menos do que esse termo representa hoje), mas admiro o livre mercado, pode parecer contraditório, mas apenas não concordo com os rumos dados aos sistemas capitalistas, que vêm se tornando verdadeiras plutocracias monopolistas ao mesmo tempo em que não confio em uma solução autoritária, via decreto estatal, até porque o Estado não serve a si mesmo e sim a quem o domina através do poder econômico(capitalismo) ou do poder político (regimes de capitalismo de Estado).

Eu acho que parte da solução estaria no anarcomutualismo, ou seja, maior ausência de interferência e taxação em trocas espontâneas de mercadoria e mão de obra, feitas com base no interesse/demanda/necessidade local. Pego emprestada, para isso, a máxima dos movimentos ambientais: act locally, think globally, não precisamos viver em culturas tribais para estimular trocas espontâneas, que podem vir na modalidade mercadoria/dinheiro ou até outras, como mercadoria/serviço, mercadoria/mercadoria, sharing e etc, isso mitigaria a obrigação de se "comprar" dinheiro para empreender, que é outra causa para que o livre mercado se firme em uma plutocracia.

As lacunas que menciono são esse excesso de teorização das correntes do liberalismo econômico mais avessas até mesmo a uma regulação mínima, eles não levam em conta as manipulações das leis de mercado (ou, ao menos, não as consideram de forma suficiente) que é justamente o que tem gerado efeitos práticos justamente contrários à ideia de que a liberação total e o incremento de lucros gerará riqueza em efeito cascata, vide os números sobre a concentração da renda mundial nas últimas décadas.

Eu tenho algumas dicas de leitura que se coadunam com o que falo e que, me tiraram algumas dúvidas e, logicamente, me apresentaram dúvidas novas. A dúvida é boa, ruim é quando você se fecha numa opinião taxativa, porque aí você nunca se revisa.

The Shock Doctrine, de Naomi Klein (tem o documentário no youtube e legendado se quiser, mas o livro é melhor), se trata de um estudo apurado sobre como os capitalistas messiânicos se aproveitam de momentos políticos de tensão, desastres naturais e outras formas de dispersão da atenção da população para empreender práticas de subsídio exagerado, o que, em tese, seria contraditório com uma série de teorias liberais clássicas, afinal, se o mercado é livre e neutro, teremos pobres e ricos, em uma luta, sem que o Estado ajude ninguém.

O Lucro ou as Pessoas? De Noam Chomsky, que trata sobre a luta pela semântica na sociedade capitalista e as incongruências vindas disso.

O Capital no Século XXI, de Thomas Piketty, que trata justamente sobre a concentração da renda no mundo contemporâneo e seu avanço.

Capitalismo e Liberdade, de Milton Friedman, é a obra clássica dele, Friedman é muito criticado, como guru do neoliberalismo, mas gosto da obra dele, dá noções importantes sobre liberdade e mercado, sobre liberdades individuais e a importância disso para uma economia sadia e te permitirá, ou abraçar o livre mercado ou formular críticas a esse abraço, quando praticado de forma acrítica.

Escrevi demais... :P

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 11 Nov 2015, 18:43 
Abishai Vermelho
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Obrigado, agora entendi o seu ponto de vista é quase que de tudo um pouco...

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 13 Nov 2015, 14:19 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin escreveu:
Obrigado, agora entendi o seu ponto de vista é quase que de tudo um pouco...

Acho que é bem por aí, acredito nesse caldo de várias influências para chegarmos a uma sociedade igualitária sem violência, pelos meios democráticos, demora, mas é o que mais se adapta à minha concepção de humanismo.

Dá uma lida nesse texto, dá uma noção de uma proposta anarquista (sem radicalismo, mas de forma conceitual) sobre como a luta contra os abusos do Estado não precisam, necessariamente, ser feitas pelos setores mais reacionários ou pelos fãs do capitalismo desumano...

http://criticanarede.com/nozick.html

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 18 Nov 2015, 09:06 
Abishai Vermelho
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Comparado com os meus colegas aqui do fórum onde praticamente todos devem ter Ensino Superior os (cascudos já com pós) eu que apesar do meu grande interesse por história tenho apenas o Ensino Médio as vezes noto uma certa repugnância por partes dos meus amigos do fórum mais deixo pra lá,nada demais...
Sobre o seu texto McCury andei relendo ele e conversei com um colega(o que é Ptista de carteirinha)que na ausência do dinheiro(seja ele metal precioso ou papel moeda)se deve usar o escambo mas e o preço que antes era definido pela quantidade de dinheiro como vai ser definido agora?,quero dizer oque impede de umas das partes numa negociação dizer"o meu vale mais?".
E que no seu texto estranhei que deveríamos largar a civilização,a selva de pedra e viver de um modo tribal como em uma tribo foi isso que você quis dizer?,economia não é o meu forte...
Chegou os livros que comprei das invasões francesas do Brasil, são dois um sobre a França Antártica e outro sobre a França Equinocial.Lendo na ordem aqui o primeiro para minha satisfação acabou se revelando não apenas como a história da colônia que era situada na Guanabara mas como uma biografia de Nicolas Durand Villegagnon,ótimo texo até agora...

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 23 Nov 2015, 08:07 
Abishai Vermelho
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Acabei de ler a Biografia de nosso estimado vice-almirante da Bretanha e cavaleiro da Ordem de Malta junto a corte francesa,ele morreu já com uma idade avançada para a época cerca de 61-62 anos e um pouco antes(questão de meses) da fatídica noite de São Bartolomeu que resultou no massacre de 10.000 huguenotes pela França entre eles o almirante Coligny que era o líder dessa religão naquele país,Coligny morreu nu e afogado de cabeça pra baixo no rio Sena durante a mesmíssima noite do massacre, recomendo o livro!

Para suplementar o livro recomendo um pequeno documentário de 5 partes que foi feito provavelmente entre 1999-2000, ele esta no youtube,só escreverem França Antártica na caixa de busca,um suplementa o outro!

Não me lembro de cabeça o local exato de falecimento de Villegagnon se foi em sua casa onde ele cresceu em Provens ou algum outro lugar mas a idade foi isso mesmo e em seu testamento já que era casto e não tinha filhos, deixou o resto de sua pequena herança para os pobres de Paris onde ainda foram descontados tributos.

O Autor da uma visão de Villegagnon como um homem valente,fiel a sua religião e ao rei da França e ao Grão Mestre da Ordem de Malta que nos tempos de velhice o promoveu a embaixador da Ordem na corte francesa,homem casto e honesto,gostava de uma boa luta,sabia manejar tudo quanto é tipo de armamamento da época,tinha uma boa aparência e um corpo atlético por praticar exercícios depois por ter entrado na Ordem de cavaleiros,sabia fazer bons dircursos devido ao seu ensino superior em Paris onde aprendeu Direito* e era fluente em várias línguas,porém era um pouco duro ou mesmo ríspido com os colonos pode ter sido devido a sua vida militar, uma passagem que marcou tanto no livro quanto no documentário foi que ele conseguiu desmantelar um plano para assassiná-lo na colonia para colocarem um novo líder na França Antártica esse plano pelo oque parece foi articulado devido a politica dele de casamento com as indias se o colono quisesse fazer sexo com elas teria que casar-se,um dos homens tentou subornar algums homens da guarda escocesa a deixar Villegagnon sozinho,o almirante acabou descobrindo o plano e decidiu punir os transgressores,um fugiu para terra firme, outro morreu afogado enquanto fugia, e os dois restantes foram severamente punidos,não estou certo se o plano deles era tomar a colônia ou explodir o forte e viver em terra firme com as indias.

Em seu background participou de várias expedições militares desde pequenos ataques a galés de piratas sarracenos que aterrozizavam o Mediterrâneo, a expedição de Carlos V a Argélia na África do Norte como espião da frança onde foi ferido com um golpe de lança na frente de Carlos V que ficou surpreso com a sua bravura mesmo a expedição sendo um fracasso ficou tão surpreso que o El-Rei concedeu vários favores ao nosso nobre herói, e o famoso foi sequestro de Maria Stuart da Escócia herdeira do trono que estava prometida ai filho do monarca inglês,onde foi sequestrada debaixo do nariz da frota inglesa em um trajeto inusitado e a levou para a França onde se tornaria Rainha mais tarde e teve o episódio onde ele defendeu a ilha de Malta contra os turcos-otomanos que a tinham colocado sob cerco ,sem saber que mais tarde teria uma rua com o seu nome lá.

Me lembro dele ter mandado um velho barco mais ao sul do continente a procura de ouro e prata e acabou passando pela Bacia do Prata e foi em direção a Patagônia(sul da Argentina) depois retornando com noticias de que os espanhóis estavam explorando as minas de prata do Peru.

Depois de um tempo ele manda uma carta junto com o monge calvinista André Thevét devolta a França dizendo que a missão de estabelecimento da França Antártica foi um sucesso,ela escrita com tinta de Pau-Brasil noneless foi enviada a Calvino pedindo que mandasse mais colonos para a França Antártica,pedido que foi atendido com a chegada de algums calvinistas entre eles incluindo 5 mulheres européias que seriam as primeiras mulheres brancas do Brasil(todas casaram),assim que eles chegaram Villegagnon realizou uma missa dentro de Serigipe onde adotou um outro tom para agradar tanto aos católicos quanto aos protestantes presentes,muitos tinham pensado que ele tinha se convertido ao protestantismo,essa dúvida sobre a religião de Nicolas Durand de Villegagnon permanece até agora na minha cabeça...

Logo após a seia os calvinistas tomaram uma água insalubre e se queixaram da pouca comida e do trabalho ardúo,sem contar a má convivência com os católicos assim muitos deles rumaram ao que é hoje a praia do Flamengo e fundaram Henriville com a ajuda dos indios Tupinambás,lá eles caçavam nas matas,pescavam e plantavam raízes adubando o solo arado com algas,técnica que aprenderam com os indios,as casas eram feitas de areia e conchas e forradas com folhas longas.

"O comércio com os indios era do mesmo jeito que o com os portugueses,os europeus trocavam bugigangas e utensílios sem valor por Pau-Brasil e comida,no começo enquanto ainda faziam o reconhecimento da costa e não tinham estabelecido uma colônia os franceses deixavam algums jovems largados a própria sorte no litoral onde ou eram mortos e devorados, ou então aprendiam a conviver com os indios e eles ensinavam o seu dialeto,para que quando os contrabandistas franceses voltassem eles tivessem um intérprete que soubesse o dialeto indígena provavelmente o tupi e o francês,para que os indios pudessem negociar com os franceses o Pau-Brasil."

Muitos sofriam com o calor, a umidade e os mosquitos,muitos não concordavam com as práticas antropofágicas dos indios de Cunhambebe,o próprio almirante ficou dias trancado em seu quarto por ter contraído uma cólera devido ao clima infernal da região....

Algums não suportando mais as condições partiram sem o consentimento do Almirante Villegagnon em um velho navio francês o Jacques,logo após zarpar ainda no Brasil o capitão que não tinha calculado bem a viagem e os mantimentos decidiu que teriam que se livrar de 5 tripulantes,cinco foram escolhidos entre os colonos e lhe deram um batéu para voltarem a Henriville.Depois de navegar mais um pouco o navio sofreu avarias estava retendo muita água então foi posto a reparos isso ainda no Brasil,não conseguindo abastecer-se o navio partiu em direção a França onde chegou mais tarde,em um relato disseram que a tripulação estava tão faminta que acabaram comendo os ratos do porão do navio!

No final do livro o autor faz uma reflexão dizendo que se a coroa tivesse dado mais apoio a colonia com mais colonos e tropas experientes e talvez com mais recursos, poderia ali na Bahia de Guanabara ter existido o primeiro enclave calvinista no Brasil, e que Henrivile provavelmente poderia ter evoluído para uma cidade próspera e que "E que nem todo ouro espanhol ou a poderosa frota portuguesa poderiam tirá-los de lá."

De acordo com o Wikipédia Villegagnon morreu em Beuveais uma cidade localizada na Picardia em 1572.

*No documentário mencionam que Villegagnon cursou Teologia junto com Calvino na França,o fato dele conhecer Calvino e que os dois eram rivais é indiscutível,agora sobre oque o nosso Almirante ter estudado fica a par de vocês.

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Editado pela última vez por irlanzin em 27 Nov 2015, 09:06, no total de 11 vez

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 23 Nov 2015, 19:25 
Abishai Vermelho
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Alguém sabe me informar se 1889 ou 1822 incluem a Guerra do Paraguai?

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"Give a man a fish,you feed him for the day,teach a man how to fish and you feed him for a lifetime."
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Editado pela última vez por irlanzin em 25 Nov 2015, 13:07, num total de 1 vezes

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 25 Nov 2015, 09:46 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin escreveu:
Comparado com os meus colegas aqui do fórum onde praticamente todos devem ter Ensino Superior os (cascudos já com pós) eu que apesar do meu grande interesse por história tenho apenas o Ensino Médio as vezes noto uma certa repugnância por partes dos meus amigos do fórum mais deixo pra lá,nada demais...
Sobre o seu texto McCury andei relendo ele e conversei com um colega(o que é Ptista de carteirinha)que na ausência do dinheiro(seja ele metal precioso ou papel moeda)se deve usar o escambo mas e o preço que antes era definido pela quantidade de dinheiro como vai ser definido agora?,quero dizer oque impede de umas das partes numa negociação dizer"o meu vale mais?".
E que no seu texto estranhei que deveríamos largar a civilização,a selva de pedra e viver de um modo tribal como em uma tribo foi isso que você quis dizer?,economia não é o meu forte...
Chegou os livros que comprei das invasões francesas do Brasil, são dois um sobre a França Antártica e outro sobre a França Equinocial.Lendo na ordem aqui o primeiro para minha satisfação acabou se revelando não apenas como a história da colônia que era situada na Guanabara mas como uma biografia de Nicolas Durand Villegagnon,ótimo texo até agora...


irlanzin o mercado estará sempre sujeito a abusos, alguns encaram com normalidade, outros preferem a regulação direta (que não deixa de ser amiga do autoritarismo, embora seja louvável em alguns casos), o texto é bem conceitual (a ideia de Estado Mínimo, nas sociedades atuais, pra mim, geraria apenas desastres humanitários e um aumento da concentração da renda), mas não acredito que para estimularmos uma cultura que se volte mais aos interesses locais precisemos viver de forma tribal, a tecnologia, hoje, é irreversível e qualquer sociedade que abra mão dela, no mundo atual, estaria fadada ao fracasso, apenas acho que podemos simplificar mais as coisas com a participação direta da comunidade e não precisa apenas vir pela velha dicotomia de mercado produto-dinheiro, há soluções comunitárias, que embora, pareçam coisa de sonhador, se usadas em larga escala poderiam aumentar as opções que temos dentro do mercado e nos mais variados itens e serviços, tipo horta comunitária, transporte compartilhado, reaproveitamento do que as pessoas não usam mais através de feiras de livre troca, organização para a obtenção de serviços simples, de forma solidária, via troca de experiências e competências, autogestão comunitária regional (soluções de mobilidade urbana, arquitetura e etc.), enfim, acho que a grande revolução se dará por uma cultura de destaque para valores e não pela economia e principalmente, através da consciência de a utopia é um meio e não um fim.

Eu acho que você não devia se preocupar tanto com educação formal, a educação formal hoje é muito mais instrumento de mercado do que sinônimo de cultura ou informação, conheço pessoas que possuem doutorado em suas áreas e são capazes de dizer as maiores atrocidades sobre quase tudo, na verdade, eu acho que a discussão informal e a participação maior da comunidade através do desenvolvimento de políticas de participação direta efetivas podem superar esse academicismo. O desenvolvimento de sua posição política e filosófica, embora, teoricamente, demande leitura, não dependerá de um grau da academia. Nada contra o enaltecimento da academia, contudo, quando falamos em valores e participação, se nos restringirmos aos felizardos da educação formal elevada jamais conseguiríamos fazer com que a comunidade participe de decisões diretas. A verdade é que nossas democracias estão chegando a um impasse, pois mercantilizam o direito de representação, concentram decisões relevantes em relação à vida comunitária na mão de uns poucos que, obviamente, ao serem bancados por interesses econômicos (vide o que se gasta com campanha política), devolvem esse apoio na forma de políticas estatais que sirvam justamente a esses interesses. Estão se tornando, todas, plutocracias e não importa um enfoque econômico à la neocon ou desenvolvimentista. O problema maior pra mim não é econômico, é de cultivo de valores comunitários e de acesso a políticas diretas de participação. O que muitos chamam de livre mercado hoje é apenas um mecanismo para proteger os muito ricos das intempéries e incertezas do mercado, enquanto apenas os que possuem apenas a mão de obra para contribuir estão expostos a isso de forma nevrálgica.

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MensagemEnviado: 25 Nov 2015, 13:18 
Abishai Vermelho
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Então você não tinha proposto em seu texto que largasse-mos a civilização e vivesse-mos de maneira tribal devido a falta de tecnologia,ok.

A maior parte dos subsídios e renda estão concentrados nas mãos dos ricos enquanto os pobres ganham micharia?

Você concorda que deveria existir um controle minimo de preço dos produtos mesmo que isso fosse um pouco autoritário?,ok.

Cara atualmente moro com a minha mãe e estou desempregado a uns 2-3 anos ,não consigo emprego porque me consideram mal preparado para o mercado de trabalho e porque tomo remédios controlados,sem contar o meu peso, já chegaram pra mim e me disseram que não poderia trabalhar em uma fábrica porque estava muito gordo e não caberia na roupa,o preço das coisas aqui no Brasil estão um absurdo dizem que é para contornar o déficit fiscal, mas sei lá pra mim é puro roubo, pagar cerca de 200-300 reais em um game ou 600 reais em um celular mais ou menos!...argh querem contornar um problema roubando a população!

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 26 Nov 2015, 18:49 
Dispater, Lorde do Segundo
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irlanzin escreveu:
Então você não tinha proposto em seu texto que largasse-mos a civilização e vivesse-mos de maneira tribal devido a falta de tecnologia,ok.

A maior parte dos subsídios e renda estão concentrados nas mãos dos ricos enquanto os pobres ganham micharia?

Você concorda que deveria existir um controle minimo de preço dos produtos mesmo que isso fosse um pouco autoritário?,ok.

Cara atualmente moro com a minha mãe e estou desempregado a uns 2-3 anos ,não consigo emprego porque me consideram mal preparado para o mercado de trabalho e porque tomo remédios controlados,sem contar o meu peso, já chegaram pra mim e me disseram que não poderia trabalhar em uma fábrica porque estava muito gordo e não caberia na roupa,o preço das coisas aqui no Brasil estão um absurdo dizem que é para contornar o déficit fiscal, mas sei lá pra mim é puro roubo, pagar cerca de 200-300 reais em um game ou 600 reais em um celular mais ou menos!...argh querem contornar um problema roubando a população!


Sim, acho irreversível a questão da tecnologia, acho cômico, até, falar contra o uso dela.

Proporcionalmente, sim, os muito ricos ganham muito mais do Estado do que os que de fato precisam dela, não tenho dúvidas sobre isso e isso rola sob vários aspectos, desde facilitação em concorrências e licitações públicas, incentivos fiscais, um sistema tributário que cobra muito pouco dos ricos, até mesmo para os padrões da Europa Liberal e EUA, até as velhas maracutaias mesmo.

Eu não sei se concordo com controle de preço, cara, não sei mesmo, teria que pensar seriamente sobre isso, a princípio, acho que não funciona. Se dei a entender isso, me expressei mal.

A gente tem muito imposto mesmo, e vários em cascata, mas temos uma margem de lucro surreal pelo outro lado e eu acho que seu caso é de adequação ao mercado, as exigências de uma sociedade de mercado oprimem mesmo, passei mais da metade da minha vida profissional trabalhando de uma forma que não se adequava ao meu perfil porque precisava me sustentar, é difícil não se enquadrar, quase compreendo seu drama (não digo que compreendo porque acho que seria arrogante, só estando na sua pele para sentir isso).

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 02 Dez 2015, 13:35 
Abishai Vermelho
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Aproveitei que estava com grana e entrei nas Americanas do Bangu Shopping e me deparei com uma estante cheia de livros do Harry Potter!,aí me lembrei dos tempos de pré-adolescente que não tinha nem um centavo furado e comprei logo"A Pedra filosofal,A Câmara Secreta e O Prisioneiro de Askaban",paguei micharia em cada um vieram lacrados e tudo, então não posso reclamar muito do acabamento... :P

Tenho algums livros de história vindo, três deles são sobre a conquista do México e Peru por Hernan Cortez e Pizarro, dois são sobre a Idade Média tema que raramente vemos nas escolas(pelo menos eu),três sobre a invasão holandesa do Brasil, um sobre Hans Staden e dois tratam das carcacteristicas das colônias francesas aqui em terra brasilis.(singularidades da França Antártica e Equinocial)

OBS:Voltei no shopping e trouxe o livro 4 e 5 de Harry Potter...

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 07 Dez 2015, 10:13 
Dispater, Lorde do Segundo
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Estou lendo um livrinho bem interessante, editado pelo pessoal do Jovem Nerd, A Lenda de Ruff Ghanor, para quem curte D&D é um prato cheio. Estou no Volume I, mas já lançaram o II. Estou no comecinho e a leitura flui bem. Há tempos que não lia nenhum romance baseado em D&D.

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 Assunto do Tópico: Re: Livros 2015
MensagemEnviado: 16 Dez 2015, 08:48 
Abishai Vermelho
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Comprei uma pilha enorme de livros, tomem cuidado com a Saraiva, comprei com eles As Singularidades da França Antártica do frei André Thevet que acompanhou Villegagnon durante seu estabelecimento aqui na Baía da Guanabara notei que o livro é enorme!,não chega a ser um tomo mas mesmo assim é bem grandinho,bem diferente dos livros modernos que são comercializados hoje em dia aqui no Brasil que são compactos,enfim a questão é que o livro veio com manchas!,como se ele estivesse estocado a bastante tempo em algum lugar,tirando isso parece estar impecável!

Os outros vieram em boas condições mas quero falar pra vocês de um sebo que encontrei na internet o estantevirtual,ele funciona que nem o mercado livre,você entra em contato com o vendedor faz a compra(paguei por boleto) e depois que chegar qualifique o vendedor, dê preferência a livros novos, todos chegaram aqui em bom estado nada de miolo ruim ou páginas faltando.

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