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 Assunto do Tópico: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 20 Fev 2014, 18:30 
Alhoon
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Nos últimos dois meses em seu bico como segurança daquela pequena taberna sem nome na periferia de Vaggio, o tédio havia sido o único inimigo a resistir ao sabre de Malgath. Não que muitos outros houvessem caído perante ele. Ou mesmo um que fosse.

Ao contrário do comportamento típico dos rufiões de Carcosa e Gancho Rubro, nenhum bêbado, por mais violento, ousaria desafiar um meio-elfo de maneira aberta no território de baba Leidiana.

"É arriscado", explicava Dio, o pequeno taberneiro manco, "Você bate duas, três vezes com a parte cega da espada em um deles e tudo está ótimo. Voltam na noite seguinte rindo. Mas se por ventura eles te machucarem, é melhor deixar a cidade. Como explicar as coisas para madame St. Calisto?"

O homem bate com os nós dos dedos três vezes na madeira ao pronunciar o nome da baba. Ele tinha um sotaque carregado, típico dos moradores dos Pântanos, e pelo menos tantos costumes e superstições. Malgath desconfiava que até seu nome poderia ser uma artimanha -- Dio era o equivalente zingari para sorte. Ou azar, dependendo do contexto.

Já passava da quarta hora da madrugada quando o espadachim conseguiu arrastar o último cliente para fora do estabelecimento. A lua cheia se punha macabra, nenhum outro corpo celeste visível no céu escuro. O frio bateu forte no rosto do meio-elfo junto com o cheiro característico dos Pântanos. A cidade inteira naquela região fedia a sal podre.

O pequeno taberneiro terminava de arrumar com dificuldade as poucas mesas de madeira mal cortada. Uma vez varrido o chão, ele estenderia duas redes e o estabelecimento seria trancado. O tédio de Malgath era também sua casa. Uma vida fácil, apesar do pouco dinheiro.

Com um primeiro bocejo, o meio-elfo se preparava para ajudar o patrão nos últimos afazeres. Com uma nova lufada fria, contudo, o vento mudou. Um cheiro doce. No canto de seu olho, como um clarão, a Lua pareceu piscar vermelha por um pequeno segundo.

off: Me rola um spot, Stephan. : )


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melgath
MensagemEnviado: 21 Fev 2014, 01:47 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Malgath não sabe o que é pior: o cheiro do lugar ou o vento de frio cortante. Já viajou por lugares piores junto com sua mãe, mas viver estacionado era outra coisa. Mais estranho do que os costumes locais (para sua mente viajada e estudada), com certeza.

Mas logo estaria em sua cama (meio podre), dormindo ao som de uma cidade grande (levemente podre) e torcendo para não acordar com o próprio ronco. E quem sabe, treinar mais esgrima no seu boneco de palha improvisado.

Após um longo bocejo e uma vagarosa esfregada nos olhos, o meio-elfo estranha o cheiro, e quase tem um sobressalto com o que achou ter visto.

[OFF]

Spot: 2+2=4

Aviso: uso o dado do Cthulhu. Os números que caírem fazem parte do DESTINO!

Aviso 2: Siler, é Malgath :P

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"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

"A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência."

"Não são as más ervas que sufocam o grão. É a negligência do cultivador."

- Confúcio


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 22 Fev 2014, 12:51 
Alhoon
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Malgath Vesryn era o último homem de pé. Seus músculos doíam com o esforço realizado e sua respiração estava ofegante. Em sua mão, a lâmina do sabre gotejava um vermelho rubi. Por um instante, Malgath questionara por que as gotas de sangue insistiam em desafia a gravidade, caindo em direção a um céu negro totalmente coberto por nuvens que se moviam em velocidades impossíveis. Ou, ainda mais importante, o que eram os vultos leviatânicos que se moviam por além do foro de nuvens e por que eles enchiam sua mente de angústia... e terror.

Talvez ele pudesse ter chegado a alguma conclusão, não fossem os gemidos e o cheiro forte e salino da morte. Ao seu redor, uma legião de guerreiros e mercenários orquestravam os últimos versos do réquiem que o espadachim meio-elfo conduzira maestralmente. Vesryn não se lembrava com clareza da batalha, mas os cortes em seu corpo e as demais evidências indicavam que, enfim, ele havia realizado seu sonho. Seu reconhecimento, sua glória, tudo estava apenas a uma estrada de distância. Na primeira taberna, alguém o questionaria. Ele desconversaria, pediria paz, até que outra pessoa iria chegar. Um andarilho, um viajante, um camponês, que seja. Uma testemunha qualquer de seus feitos. Seu destino estava orquestrado.

O último homem em pé se virou e se viu no alto de uma colina de grama alta. O vento soprava forte, às vezes ocultando o retumbar dos moribundos. Atrás dele, uma voz feminina grave e gélida se manifestou.

"Você sonha sonhos de glória, Mal. Mas que glória existe para ser alcançada no reino dos mortos?"


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 22 Fev 2014, 22:56 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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A mente de Malgath Vesryn sofre uma chacoalhada momentânea. Num momento, esfregava os olhos graças ao sono. Mas agora, seus delírios vinham à tona com uma força incrível. E o meio-elfo estava mais imerso do que jamais estivera.

Confuso, tentando aos poucos raciocinar, Malgath acaba apenas participando ainda mais do seu delírio.

A resposta não vem logo. As palavras demoram a se formar, e mesmo assim, soam confusas:

[Malgath] Hã? Quem é... quem fala comigo? O que sabe sobre mim? Sobre o que eu fiz?!

A pergunta "onde estou?" ficou entalada em sua garganta. Prioridades, sempre.

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 23 Fev 2014, 16:50 
Alhoon
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Caminhando para o lado do espadachim, a dona da voz se revela uma mulher de baixa estatura e pele cor de oliva. Seu rosto era harmonioso e belo, com grandes olhos castanhos capazes de criar um bonito contraste com seus lábios finos e seu nariz pequeno. Vestia um vestido marrom de corte nobre e sóbrio, muito diferente dos tecidos coloridos e detalhes vulgares das frequentadoras do estabelecimento de Dio. Seu cabelo negro estava cuidadosamente preso em dois coques enlaçados por fitas brancas de seda.

"Você está no Limbo, o espaço onde as pessoas vem para sonhar. Tudo aqui é um reflexo de seus próprios desejos e conhecimento inconsciente. Mas certas regras precisam ser quebradas para que outros possam estar aqui", ela aponta seu dedo para o foro de nuvens, onde os vultos leviatânicos parecem cada vez mais agitados.

"Nesse exato momento, Mal, a soberba caminha por Vaggio desamparada e sem ambição. O Velho Medula fez um acordo com forças que ele sabe que talvez não possa controlar, mas ele não mais se importa. Cabe a ambição se unir a soberba, você entende isso, Malgath Vesryn?"


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Fev 2014, 01:40 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Sua cabeça ainda não parecia ter se acostumado ao lugar, mas seu aprendizado cortês entra em ação, acompanhando os movimentos e passos da mulher que chamava mentalmente de Dama dos Sonhos.

[Malgath] Entendo que nada é de graça, e ele pagará um preço por isso. E acho que você quer me dizer que as consequências de uma negociação tão... desejosa e irresponsável poderá recair naqueles que nada têm a ver com isso.

Ele estava num lugar estranho, como se estivesse sido raptado por alguém de imenso poder. Isso, no entanto, não o impede de ser persistente. Elegantemente oferecendo sua mão para que a Dama dos Sonhos o conduzisse melhor, o meio-elfo insiste, enquanto tenta ler suas intenções:

[Malgath] Também percebi que a senhora esquivou-se de minhas perguntas. Sabes meu nome, sabes quem é Malgath Versyn. No entanto, nada sei eu a teu respeito. Me tens em desvantagem.



[OFF]

Teste de Diplomacia na segunda fala
4+11=15

Sentir Motivação
9+5=14

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Fev 2014, 22:58 
Alhoon
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Com uma graça inumana e movimentos metódicos, a dama estende a mão para o espadachim. Seu toque era leve, seu peso, inexistente. No céu, os leviatãs nadavam em círculo em volta do casal.

"Sou um eco, Mal. Uma mensagem enviada por outra pessoa que sua mente inconsciente interpreta como a figura que você vê. Conheço apenas as informações que eram do interesse de meu invocador. Sei que isso tudo pode ser absurdo, mas olhe para mim..."

Os olhos dela encontraram os de Malgath Vesryn e, por um instante, ela era o passado e o presente. Suas feições remetiam as diversas figuras femininas da vida do meio-elfo. Seus olhos eram parecidos com o de sua mãe, mesmo que talvez de cor diferente, sua boca fina lembrava um amor esquecido, seu pele remetia a alguma frequentadora da taberna, seu corte de cabelo era semelhante às damas da baixa nobreza que ele tanto cortejara e intimamente conhecera.

"...eu sou o que você quer que eu seja. Mas entenda: você deve entrar em movimento. N'O Mateiro--"

Com uma leve sensação de queda, o jovem segurança de bar desperta para mais uma manhã fria na pequena taverna sem nome nos arredores de Vaggio. Na rede de baixo, Dio dormia um sono pesado e ninado por roncos barulhentos. A luz que entrava pelas frestas da janela, em conjunto com a ausência de barulho, indicavam que o sono não durara mais do que duas ou três horas.

off- ela não mente, Stephan. : )


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Fev 2014, 23:25 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Enquanto ficava satisfeito com a resposta que recebia, Malgath finalmente pôde ver a imensidão do lugar onde se encontrava. Um outro mundo, um outro lugar, repleto de cenas fantásticas.

Mas o jovem Vesryn acaba enfeitiçado pelos olhos da Dama dos Sonhos, e todas as sensações e memórias que o fez ter e reviver. E na imensidão, suas palavras ecoam, sumindo aos poucos e dando lugar à dolorosa luz do dia atacando olhos imersos num sono profundo.

Seu despertar vem quase num grito, e assim que recupera o ritmo da respiração, dá uma esfregada em seus olhos que os deixam mais vermelhos do que se tivesse usado uma das famosas drogas de rua que existem por aí. Nem que quisesse, o sono voltaria. Sua ansiedade entrou em ação, e o meio-elfo nem se importa em tentar descobrir como diabos e demônios chegou ao seu dormitório.

Pegando sua rapieira e seu alfanje, após vestir seu camisão de cota de malha, Malgath parte em direção ao Mateiro. Chegando lá, ele se vira para tentar saber o que a Dama iria lhe contar.




[OFF]

A Dama falou em alguma língua específica, ou eu entendia tudo regardless do que ela falava?

EDIT: O que o Malgath sabe sobre o Mateiro?

E caso tenham dúvidas, o sabre em questão é uma Cutlass :D

EDIT 2: Ae, a tradução correta é Alfanje!

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 15 Mar 2014, 23:35 
Alhoon
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Dio ainda dormia seu sono tipicamente pesado quanto Malgath abriu a porta da estalagem com o habitual rangido e arrastão. Ainda assim, o único protesto oriundo de sua rede foi um forte ronco, pouca reclamação considerando o vento frio matinal.

Espantando o sono do rosto, Vesryn observou periferia de Vaggio com tranquilidade. O bairro começava a acordar preguiçosamente, com mulheres varrendo as soleiras das portas, homens armando o pequeno comércio e os trabalhadores das poucas e minúsculas guildas daquela região abriam os estabelecimentos.

Um pouco mais afastado da cidade, o espadachim podia observar os carroções e tendas coloridas dos zingaris. Ainda que um ou outro halfing fosse presença comum e tolerada no comércio da periferia, vendendo suas poções e bugigangas exóticas, a comunidade principal mantinha uma saudável distância até mesmo daquela pequena favela horizontal.

off- rola um spot pra mim, Stephan? : ) E sim, ela falou com você em Comum.


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 16 Mar 2014, 15:35 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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O previamente mimado meio-elfo vê o despertar da cidade com seu típico incômodo no rosto. Para ele, a manhã era a madrugada, e poucas coisas o agradaram tanto do que não ter mais de acordar na primeira luz do dia para realizar as várias tarefas nos vários lugares onde cresceu.

Apesar de bastante viajado, Malgath não chegava perto dos Zingaris, e a forma mais itinerante de vivência o encantava um pouco.

Mas só um pouco.

[OFF]:

Código:
Spot: 2+2=4


Ô louco só rolo número baixo.

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 23 Mar 2014, 19:43 
Alhoon
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Conforme se aproximava do mar, as favelas periféricas de Vaggio davam espaço progressivamente para vias de pedra calçada e estruturas de arquitetura desenvolvida. Diferentemente das outras cidades-estado, contudo, não haviam muros de separação entre os distritos ou mesmo no entorno da cidade. Ainda assim, a presença de zingaris e mestiços era rara nos bairros de classe alta, sendo comum abordagens agressivas por parte da guarda da pequena nobreza local e da milícia da cidade -- financiada pela burguesia.

Enquanto as castas mais altas viviam em seus pequenos palacetes cercados, a ascendente classe comerciante morava em pequenos quarteirões fechados, com a entrada de suas casas voltadas comumente para um pátio central. Misturada em meio as residências, as maiores guildas de mercadores e artesãos cuidavam de seus afazeres, servas das regiões periféricas iniciavam seu dia de trabalho e, contando com a baixa presença da Fé na região, pequenos e discretos cambistas das cartas de crédito também podiam ser facilmente encontrados, normalmente acompanhados de seus brutamontes -- homens e goliaths de aparência mal encarada.

Após o setor residencial, o nível da cidade começava uma rápida decaída para a região portuária, de onde os comerciantes de produtos marítimos e seus derivados extraíam seu sustento. Naquele lugar, os duros e calejados homens que aceitavam enfrentar as agitadas águas da costa continental residiam em modelos de residência muito semelhante aos dos burgueses, mas muito menos luxosos.

Após atrair a atenção de um ou dois grupos de guardas e conversar com algumas servas assanhadas mais do que dispostas a lhe informar sobre seu destino, Malgath finalmente chegara ao seu destino. O Mateiro era uma estalagem de três andares situada na divisa entre um bairro de classe alta e o porto. Para o espanto do meio-elfo, dois guardas da Fé estavam a postos na entrada do estabelecimento com suas inconfundíveis vestes negras com detalhes verdes e longas lança de aço de Nova Arkham. Mesmo um forasteiro com Vesryn sabia que a instituição da Igreja, tão fraca naquela região, não iria dispor de homens para guardar qualquer boteco ou estalagem.

Os poucos homens e mulheres que trafegavam pela rua o faziam de forma rápida, certamente evitando atrair a atenção dos guardas clericais. A maior parte da população apenas contornava O Mateiro por um beco adjacente ao lugar. Sentado em um meio-muro, um garoto de aparência suja e maltrapilha observava o vai e vem das pessoas.

off- vou te dar alguma liberdade pra agir em relação aos teste e interações disponíveis, ok, Stephan? Para não engessar demais a narrativa. : )


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Mar 2014, 00:56 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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A parte mais incômoda já foi. Errar pela cidade com vontade de dormir porém sem sono já era ruim, mas existe algum tipo de entidade cósmica que faz com que o caminho para alguém com senso de urgência se torne mais trabalhoso.

Agora, era a parte divertida: se meter num rolo desconhecido. Especialmente se quem mandou era uma entidade cósmica.

O primeiro passo era observar o alvoroço, verificar o que os tais marrentos da Fé estavam fazendo por ali.

O segundo passo era ficar ligado nas intenções deles. Se estivessem atrás de sangue, seria importante já deixar as bainhas de suas armas preparadas.

O terceiro era fazer pompa. É claro. Após averiguar a situação, Malgath toma a postura que mais aprendeu em sua vida: um viajante em busca de asilo, extremamente educado e bem-falado. O meio-elfo, com sua bandana prendendo seu cabelo comprido o suficiente para tapar as leves pontas nas orelhas, caminha elegantemente até O Mateiro. Ao se deparar com os Inquisidores, faz uma reverência respeitosa o suficiente para os agentes da Fé.

[Malgath] Que este dia ilumine o vosso caminho.

Agora era torcer para poder entrar na estalagem sem problemas.

[OFF]:

Vamos lá. Primeiro, Malgath fez um Spot para saber o que exatamente está acontecendo ali:

Código:
Spot
13+2=15


Segundo, um Sense Motive para saber se os envolvidos estão esperando um combate. Se o julgamento do meio-elfo for que sim, a coisa pode dar merda muito fácil, ele vai esperando o por. Se não, ele prossegue como descrito no post.

Código:
Sense Motive
19+5=24


Finalmente, uma Diplomacia com dois objetivos: que notem Malgath e que o vejam como alguém digno de atenção igualmente respeitosa. Caso ele seja impedido de entrar, ele não força o caminho. Caso seja desimpedido, ele continua seu caminho para ir "almoçar".

Código:
Diplomacy
8+7=15

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 31 Mar 2014, 20:26 
Alhoon
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Felizmente para todas as partes envolvidas, tanto a Fé quanto Malgath Vesryn tinham uma estranha facilidade em produzir situações complexas. O espadachim sabia, entretanto, que a complexidade das desventurais clericais tendiam, quase que invariavelmente, aos complexos e entediantes jogos políticos da Cidadela Amarela.

Aparentemente, os dois guardas estavam sozinhos na área externa da estalagem. Se outros membros da fé poderia estar dentro do estabelecimento, permanecia um mistério. Ambos os homens permaneciam em pé de guarda na porta, imóveis e impassíveis aos plebeus. Não havia como, apenas observando, descobrir qual seria sua finalidade ali além de prestar vigia.

"Que a luz da Fé não te abandone, meu senhor", responde um dos guardas em um comum carregado com o sotaque de Carcosa. Com um movimento lento, porém firme, ambos os homens cruzam suas lanças, cobrindo a entrada do estabelecimento.

"Infelizmente, esta estalagem interditada. Peço que retome seu caminho. Tenho certeza que Vaggio não falhará em te oferecer outro... estabelecimento semelhante, mesmo com o sol tão claro no céu".

Havia, obviamente, um tom ácido de desdém na voz do homem. Entretanto, Mal não pode deixar de notar que o guarda falhara em reconhecê-lo como um meio-elfo e, por consequência, não o afastara de maneira mais agressiva -- esse era, possivelmente, o melhor tratamento que a Fé havia lhe dada em anos. Nos preciosos poucos segundos de conversação, Vesryn pode notar que, apesar de fechado, O Mateiro parecia em excelente estado -- bem diferente dos dias em que Dio era obrigado a não abrir por conta de alguma briga em sua pequena estalagem.

off- de forma geral, Stephan, você continua livre para ditar as ações. Se precisar de um "impulso" (por falta de expressão melhor), é só falar. : )


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 01 Abr 2014, 12:09 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Lentamente, Malgath exibe a melhor expressão de surpresa que pode, percebendo que algo terrível pode ter acontecido lá dentro d'O Mateiro. Por dentro, o espadachim analisava suas possibilidades friamente. Por fora, era um cidadão mediano e temeroso à Fé que só queria almoçar.

[Malgath] Pela Luz! A-aconteceu algo? Algo terrível?! *suas mãos cobriam sua boca, enquanto dá dois passos para trás* Ó céus, espero que estejam todos bem...

Por pouco a Dama dos Sonhos não disse o que diabos tinha de fazer ali. Mas se haviam Inquisidores, a coisa não podia ser boa.


[OFF]:

Não sei se é necessário um teste de Bluff, mas Malgath quer que os guardas acreditem piamente que ele é um cidadão preocupado!

Código:
Bluff
9+5=14

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 10 Abr 2014, 00:10 
Alhoon
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O guarda com quem Malgath conversava solta uma breve bufada impaciente, dando de ombros. Se o soldado da Fé havia ou não acreditado no personagem de cidadão preocupado personificada por Malgath, o meio-elfo não sabia, mas a paciência do homem começava a se esgotar. O treinamento na Cidadela Amarela não costumava preparar a guarda para o comportamento menos temeroso comum em Vaggio e, com a mais absoluta certeza, também não era focado em lidar com transeuntes bisbilhoteiros.

"O senhor pode perfeitamente levar seus questionamentos à sede da Fé, não pode?", ele responde com um tom ríspido, "Tenho certeza que o Senhor Inquisidor De Vandenburgo terá prazer em responder todas as suas perguntas".

Mais uma vez, o guarda mantinha seu tom ácido habitual. Havia, entretanto, um certo sarcasmo na voz dele ao mencionar a figura do Senhor Inquisidor.

off- eu não acho que o Malgath tenha essas skills, Stephan. Mas se tiver, você pode rolar Knowledge [Regilion] e/ou [Local] pra mim, fazendo o favor?


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 10 Abr 2014, 11:30 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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[OFF]
Não tem nenhuma skill de Conhecimento, mas vou fazer um teste destreinado de Inteligência. Não serve para conhecimentos específicos, tho.


[ON]

Por aqui não ia dar.

Com um leve aceno de cabeça sincero para o guarda (afinal de contas, é sempre bom ter um parceiro para brincar de cidadão preocupado), Malgath retira-se da entrada do Mateiro. O espadachim vai até uma esquina próxima (mas não tão próxima, de preferência distante dos olhares do guarda) e vira.

Hora de tentar a porta dos fundos.

[OFF]

Código:
Teste de Inteligência
12+2=14

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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 19 Abr 2014, 03:35 
Alhoon
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off: Não acho que acrescente nada. É meio óbvio que o Malgath já saiba que um cara com o título de "senhor inquisidor" seja um inquisidor. :/

on: O espadachim desce dois quarteirões na rua e, com fingida despretensão, entra em um dos becos característicos de Vaggio. Para a sorte do meio-elfo, aquela ruela se conectava a uma outra que passava por trás d'O Mateiro. Não obstante, a presença da Guarda Amarela no local começava a espantar os transeuntes.

Descendo a estreita rua com passos despreocupados, Vesryn chega ao pequeno muro que separava a estalagem do contato direto com a rua. Em mais um momento de rara sorte, Mal não pode deixar de notar como o lugar parecia particularmente mal guardado, tirando a entrada principal. Um portão de metal destrancado, porém suspeitosamente enferrujado, facilitaria sua entrada. O muro também não parecia particularmente desafiador, sendo possível até mesmo utiliza-lo como ponto de lançamento para saltar diretamente para uma das pequenas varandas do segundo andar.

Enquanto contemplava suas opções, o espadachim não pode deixar de notar que estava sendo observado. Sentado no meio-muro do outro lado da rua principal, cuja entrada adjacente a'O Mateiro Malgath acabara de evitar, o jovem de aparência suja observava o meio-elfo. Descontente disso, a criança também estava no raio de visão dos guardas na porta e poderia perfeitamente avisá-los da presença de Vesryn, se quisesse.


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 19 Abr 2014, 17:18 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Que sorte. Hm, que sorte. Hm, que... sorte.

Malgath decide agir da forma mais casual possível. Já interagiu com crianças de rua em muitos locais diferentes, e sabia que tudo poderia parecer dar completamente certo apenas para que elas decidam fazer o contrário do combinado.

Mas que se dane. Por que não arriscar?

Seguindo ao muro, o meio-elfo observa o garoto. Assim que for avistado, ele abre um sorriso malandro, colocando os dedos em seus bolsos e pega a moeda mais cara que tem no momento. Em seguida, joga na direção do garoto para que este a pegue. E por último, dá uma piscadinha.

[Malgath] É bom que dê certo, porque lá se foram muitos almoços.

Hora de subir no segundo andar. Não escalava muros faz tempo.

[OFF]:

Código:
Diplomacia (a piscadinha + dinheiro)
18+7=25

Climb (se necessário)
20-3=17


Ulfa, achei que ia dar muita merda.

_________________
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

"A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência."

"Não são as más ervas que sufocam o grão. É a negligência do cultivador."

- Confúcio


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Abr 2014, 02:04 
Alhoon
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O menino, demonstrando uma agilidade típica dos pequenos delinquentes juvenis, agarra a moeda no ar e, com a cara mais mal-lavada do universo, continua a observar Vesryn. A manutenção de seu silêncio, contudo, é um sinal positivo. Se ele quisesse denunciar o espadachim, poucos momentos teriam sido tão bons quanto logo após receber a propina.

Com o máximo de sutileza possível (ainda que admitidamente não tanta quanto gostaria), Malgath se agarra nas grades de uma das pequenas varandas. O meio-elfo contempla por alguns breves segundos como, em uma impressionante inversão dos valores primordiais de sua vida desregrada, ele ironicamente se preocupava em entrar em um lugar pela varanda, ao invés de sair.

Em mais um suspeito lance de sorte, a entrada na varanda para O Mateiro se encontrava destrancada. Lentamente, Mal abre a pequena porta pintada em tinta branca e adornada com entalhes florais. O cômodo que ele via agora era silencioso e mal iluminado, salvo pela luz que entrava junto com o meio-elfo. A julgar pela distribuição dos móveis -- camas, escrivaninha e uma tigela com água --, ele estava em um dos quartos da estalagem. A porta de saída do cômodo estava destrancada e aberta. No corredor, pessoas conversavam com o mesmo sotaque típico da Guarda Amarela.

"...mesmo assim todos os protocolos foram quebrados. Ela deveria ter sido encaminhada para Carcosa antes do nascer do sol. O Senhor Inquisidor De Vandenburgo está armando um verdadeiro circo ao permitir que o processo probatório ocorra aqui".

"Escuta o que te falo: isso não vai dar em nada e Vandenburgo sabe disso. A mulher enlouqueceu de ciúmes, acusou a meretriz do marido de mundos e fundos e deu no que deu. O Senhor Inquisidor não vai enviar a putinha pro corpo probatório e fim de papo. Aqueles homens não são do tipo que aceitam um 'não' como resposta".

"Mas e as guildas? Vão aceitar assim, calados o que ela fez, bruxaria ou não".

"O que as guildas vão fazer não é da nossa conta. Só acho que dessa vez não teremos uma fogueira".

off- rola um Mover-se em silêncio pra mim, Stephan, por favor.


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 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Malgath
MensagemEnviado: 24 Abr 2014, 12:49 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Nova Prata - RS
Então alguém vai ser queimada. Ou melhor, dessa vez não. Mas algo diz a Malgath que sua visão tem a ver com isso.

Preocupado com o fato de que nunca foi um jovem que caminhasse silenciosamente, ele rapidamente olha para as camas e cria um plano. Se os guardas entrassem ali, ele seria apenas um cliente que acabou dormindo demais e pelos deuses, não sabia da comoção do lado de fora! Uma das cobertas deveria cobrir sua armadura e suas espadas bem o suficiente enquanto deitava na cama.

Isso se desse certo, é claro.

[OFF]:

Código:
Move Silently
7+0=7


Vish.

Código:
Bluff
3+5=8


Vish.

_________________
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

"A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência."

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