PROCURAR  
Hoje é 18 Ago 2018, 14:13

Todos os Horários estão como UTC - 3 horas [ DST ]




Criar novo tópico Este tópico está trancado, você não pode editar mensagens ou enviar respostas.  [ 32 Mensagens ]  Ir para a página Anterior  1, 2
Autor Mensagem
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 09 Mai 2014, 02:14 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
Com indiferença ensaiada, Melissa capta de soslaio os murmúrios e cochichos que dominam o andar da estalagem. Palavras como "morte", "salão" e "espiã" eram esperadas e, como tais, estavam presentes. Entretanto, termos como "amaldiçoada", "bruxa" e "fogueira" também podiam ser ouvidos e traziam uma certa dose de inquietação.

As relações de vassalagem entre os lordes da região metropolitana de uma cidade eram normalmente complexas e ricas em traição. Diferentemente dos pequenos senhores em seus fortes nas regiões agrestes, esses homens eram fortemente propensos ao jogo político de intrigas necessárias para levar a fim suas próprias ambições. Sobre um pulso firme e um competente corpo de espiões e informantes, Silas manteve um grupo relativamente fiel de lordes juramentados, capazes de financiar seu próprio lobby junto às guildas burguesas. A dúzia presente na entrada do salão comunal representava a nata daqueles homens. Eram parentes próximos e amigos de longa data. Pessoas que, de forma geral, tinham interesses maiores do que políticos e econômicos na situação em questão.

Melissa foi recebida por eles não sem espanto. O grupo se afastou da jovem com um pequeno espanto, silenciando os ruídos que antes dominavam o local. O guarda inquisidor na porta mantinha sua postura estoica. Atrás de si, o corpo de lorde Silas jazia no chão em uma poça de seu próprio sangue. O inquisidor sênior discutia algo com seu assistente, mas ambos mantinham seus olhos fixos em direção ao canto da sala, onde madame Silas chorava copiosamente, o rico vestido de seda coberto de rubro.

"Madame, a senhora não pode entrar", responde o guarda na porta, antevendo o pedido de Hawthrone.

No canto do corredor, os vassalos observavam a presença da jovem perplexos e em silêncio. Um misto de prudência e medo nas supostas habilidades da embusteira.


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 09 Mai 2014, 09:29 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Parecia que a situação não correra como Melissa pretendia. Silas estava morto e sua esperança de conseguir se refugiar sob as asas da nobreza se esvaia lentamente. Talvez seu futuro dependesse de suas atitudes nesse momento, e o melhor parecia se indignar: se indignar com a falsa acusação, com a morte de seu lorde; se indignar, em suma, com tudo a seu redor.

Melissa vestiu sua melhor expressão de desespero e se dirigiu ao guarda inquisidor:

"É verdade que a mulher do Lorde Silas o matou? Não... eu não consigo entender o que está acontecendo. De repente vocês batem à minha porta querendo me questionar, alegando que eu supostamente teria praticado algum tipo de bruxaria pelo simples fato de alguém ter se apaixonado por mim, dizem que vão me levar para me questionar, mas permitem que esta mulher assassine seu marido em frente a seus olhos sem nada fazer. Vocês não são a guarda da Igreja e não deveriam justamente evitar esse tipo de tragédia? E, depois de tudo isso, eu continuo sendo tratada como uma criminosa enquanto essa assassina é tratada com toda a cortesia do mundo?"

Após olhar com nojo para a senhora Silas, Melissa se volta novamente para o guarda.

"Se vocês não querem proceder às investigações devidas, eu me sinto no dever de descobrir tudo o que aconteceu com meu Lorde, que tão bem me tratou e me ajudou após um período escuro da minha vida; que como um pai foi pra mim, pai este que eu acreditava não ter, mas que se mostrou na pessoa desse bondoso senhor. Eu quero analisar esse quarto e o corpo do Lorde Silas."

Melissa olhou para o guarda com um olhar desafiante.

Diplomacia: D20 + 9
Roll(1d20)+9:
9,+9
Total:18

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 14 Mai 2014, 20:28 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
Impassivo, o guarda inquisidor mantém sua postura firme perante a porta. Paralelamente, o grupo de nobres atrás de Melissa cochichava violentamente -- se eles não tinham antes todas as peças para montar uma cena do que ocorria ali, agora provavelmente possuíam o que necessitavam.

"Guarda", fala a voz cavernosa e trovejante do inquisidor sênior, "escolte a senhora Silas para a carruagem e a acompanhe até sua casa".

"Você", ele emendou se dirigindo ao segundo guarda, "disperse esses últimos vassalos junto com o ferreiro no térreo. Ordene para que o dono do estabelecimento dispense os servos. Retorne para a guarnição e envie quatro guardas para cá. Certifique-se que eles estejam descansados".

Com a eficácia típica dos corpos militares bem treinados na Cidadela Amarela, o dois guardas põem a cabo as ordens de seu superior. Aguardando no amplo corredor de acesso ao salão comunal, Melissa mais uma vez foi vítima dos olhos julgadores dos nobres e vassalos. Mas nada que havia ocorrido naquela noite poderia ter preparado a espião para a senhora Silas.

A mulher era apenas uma casca do que teria sido poucos minutos antes. Os olhos perdidos e fundos, vermelhos de lágrimas, o vestido ensanguentado, a expressão desolada. Ela não era, nem de longe, a figura histérica que havia invadido O Mateiro em uma noite quente de primavera. Mais do que aquela mudança súbita de personalidade, Hawthrone via nela algo de diferente, incomum e indeterminado.

"Senhorita Hawthrone", a voz do inquisidor chama a embusteira de volta para a realidade.

"Por favor", ele emenda apontando para uma cadeira no salão. Em seus devaneios, a embusteira não reparou que o corpo de lorde Silas havia sido coberto por uma longa toalha de mesa. "Foi um discurso forte esse seu. A senhorita realmente acredita no que disse?"

off- rola um Sense Motive, Fring.


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 15 Mai 2014, 16:46 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Off: vou esperar o resultado para ver o que vou fazer, beleza?

Sense Motive: D20 + 5
Roll(1d20)+5:
19,+5
Total:24

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 15 Mai 2014, 17:06 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
off- Ok. Pra agilizar as nossas vidas, Melissa percebe que madame Silas não está agindo de maneira natural. Entretanto, é impossível aferir os motivos de tal comportamento.


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 15 Mai 2014, 17:55 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Melissa entende que há algo errado. Será que ela não teve nada a ver com a morte de seu marido? Ela claramente não aparentava ser a mesma mulher que entrara esbravejando no Mateiro. A verdade é que Mel duvidava que esta mulher pudesse matar seu marido, por mais irada e descontrolada que tivesse. Será que ela teria sido encantada, estaria possuída ou algum ente querido seu estaria sendo ameaçado?

A espiã se virou para o inquisidor dizendo:

"Senhor inquisidor, quando subi as escadas acreditava no que disse como se esta fosse a verdade. Mas vendo a senhora Silas, posso dizer que algo de estranho aconteceu, embora não saiba apontar o motivo disso."

Melissa não sabia se a Igreja estava por trás disso. Por mais que esses religiosos sustentassem a compaixão e diversos valores nobres, ela sabia que muitas das atitudes desta instituição tinham um forte viés político. Mas agora que ela estava enrascada, não adiantaria fazer acusações contra o inquisidor. Não havia ninguém aqui para ouvir qualquer escândalo que ela pudesse provocar.

"O que está acontecendo?"

Melissa observou cuidadosamente o inquisidor. Em seu olhar, a espiã mostrava que não seria enganada por qualquer mentira que ele dissesse.

Sense motive: D20 + 5
Roll(1d20)+5:
14,+5
Total:19

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 20 Mai 2014, 16:32 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
"É isso que estamos tentando descobrir aqui, senhorita Hawthrone: o que está acontecedno", responde o inquisidor em um tom de frustração. Ele caminha até o corpo de lorde Silas, esticando com o pé o improvisado tecido mortuário.

"Madame Silas apareceu na guarnição hoje no final da tarde com graves acusações de heresia contra a senhorita e lorde Silas. Hugo, a testemunha apontada por ela, confirmou seu relacionamento com a suspeita -- você, no caso -- e, muito a contragosto, nos encaminhamos todos para cá".

O inquisidor se vira para Melissa, caminhando pelo cômodo com passos lentos. A espiã pode notar que, apesar de uma aparente boa recuperação, o homem mancava levemente de uma de suas pernas.

"Ela insistiu em nos acompanhar, sob ameaça de não revelar seu paradeiro. Da mesma forma, obrigou Hugo a entrar naquela carruagem. O resto, você já sabe".

"O que talvez a senhorita não saiba", ele diz sentando-se em uma cadeira na frente de Melissa, "É que a senhorita Silas estava agindo sobre algum efeito de compulsão".

Havia um ar cansado naquele homem. Um ar típico dos veteranos de guerra que precisam se conformar com uma vida de funções administrativas após décadas de glória no campo de batalha. Sem dúvida alguma, havia frustração nele.

"Não obstante, na minha frente eu tenho uma suposta bruxa, acusada de já ter conjurado tais efeitos em um certo artesão, que também é testemunha do homicídio em questão. É também do meu entendimento que lorde Silas ameaçava certos monopólios militares de Carcosa e, não tendo Vaggio fé consolidada e nem corpo inquisidor probatório, toda essa investigação deve ser enviada para a Cidadela Amarela".

"Então, senhorita Hawthrone, eu te pergunto: o que você acha que está acontecendo?"

off- Melissa não tem motivos para desconfiar das palavras dele, Fring. Mas inquisidores são treinados em truques retóricos para facilitar os procedimentos de avaliação de bruxas.


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 21 Mai 2014, 08:47 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Pelo que Melissa percebia, a sua situação não era tão grave quanto parecera anteriormente. Mas por mais que o inquisidor estivesse aparentemente falando a verdade, restava saber apenas se ele era verdadeiro apenas para ela baixar a guarda ou não. A situação ainda exigida cuidado, e era com cuidado que Melissa agiria.

"Entendo que você está em uma situação complicadíssima, senhor inquisidor. Eu também percebi que a senhora Silas não estava agindo de maneira normal, e tendo em vista as acusações que o jovem Hugo fez contra mim - aquele jovem apaixonado -, também desconfiaria de minha pessoa. Mas se você perguntar ao redor, verá que passei o dia todo no Mateiro e que em momento algum me aproximei da senhora Silas até ela entrar por a porta do estabelecimento."

Melissa exitou um pouco, mas continuou.

"Além disso, a morte do meu Lorde não me traria benefício algum. Muito pelo contrário. Ele era minha segurança nesta cidade. Foi ele que, depois de um longo tempo na prisão, me deu casa e um trabalho digno, apesar do que os outros possam pensar de mim. Pode até não parecer aos olhos dos outros, mas sua morte é minha desgraça, pois eu não só não tenho mais meu trabalho, como estou sendo acusada por algo que não fiz. Observando a situação, me parece que todo esse cenário foi armado para eliminar um nobre poderoso e tirar qualquer crédito de sua espiã: justamente aquela que conhece todos os seus segredos e seu jogo político."

Diplomacia: D20 + 9
Roll(1d20)+9:
19,+9
Total:28

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 28 Mai 2014, 17:49 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
O homem massageia as têmporas soltando um suspiro curto. Mesmo em seu cansaço e estresse óbvio, o inquisidor não parecia de forma alguma desatento ou disposto a relaxar.

"Senhorita Hawthrone, você entende que a única testemunha que poderia corroborar sua argumentação está morta e estirada no meio dessa sala?", o homem pergunta com um tom de voz calmo, conquanto severo.

"Se me permite a indelicadeza, expressarei minha opinião de forma franca: alguém dedicou uma grande quantidade de recursos para ver a senhorita morta. O protocolo ordena que eu a acompanhe até a guarnição e a mantenha sobre custódia até a saída da próxima comitiva de troca de guardas, que em mais uma suspeita coincidência, ocorrerá amanhã pela manhã. Uma vez em Carcosa, você será julgada pelo corpo probatório da Cidadela, composto majoritariamente por não-primogênitos carcosanos...".

"...ou podemos ganhar tempo", ele diz caminhando até um pequeno armário e o abrindo, o móvel parecia suficientemente grande para abrigar uma pessoa do tamanho de Melissa, mesmo que desconfortavelmente, "Os guardas deixarão O Mateiro por volta do início da tarde. Você deve ter algumas horas de vantagem nesse intervalo antes que o proprietário retorne. Informarei na guarnição que você foi diretamente encaminhada para as celas solitárias".

off- rola um Sense Motive, Fring.


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 01 Jun 2014, 13:13 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Melissa percebe que sua situação está complicada e tenta se defender como pode:

"Talvez a única testemunha que possa corroborar minha argumentação esteja morta, mas todo mundo que trabalhou comigo e com o senhor Silas é capaz de dizer que eu vivia para o trabalho e que não fazia nada além de servir meu lorde. E que a morte dele só pode ser negativa para mim."

"Para minha surpresa, você me diz agora que estavam tentando me matar. De onde você tirou esta ideia? Eu não vejo ao redor nada que indique isto, nada que aponte para um risco iminente à minha vida... apenas percebo que estão tramando contra mim. E isso você também consegue perceber."


Mel ouvira a conversa do inquisidor desconfiada. Talvez fosse prudente fugir do Mateiro e tentar dar continuidade a sua vida em outro lugar. Mas ela não fazia a menor ideia se poderia confiar no inquisidor. Talvez ele estivesse por trás de tudo isso e, ao fazer com que ela fugisse, terminaria seu serviço de fazer com que ela parecesse culpada.

Sentir motivação: D20 + 5
Roll(1d20)+5:
15,+5
Total:20

off: Siler, vou esperar o resultado dos dados para ver o que vou fazer!

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 02 Jun 2014, 17:26 
Alhoon
Offline

Data de registro:
15 Out 2002, 00:22

Mensagens:
2322
"A senhorita é acusada de bruxaria, senhorita Hawthrone. Independentemente de suas outras acusações, um tribunal inquisitório há de averiguar a veracidade de tais acusações".

O homem transparecia uma impaciência contida. Era, certamente, uma pessoa insatisfeita com os jogos políticos nos quais se via inserido. Melissa sabia, pelos boatos nas ruas, que Vaggio era um ponto de exclusão e isolamento para oficiais e clérigos da Cidadela Amarela. Um local isolado onde os problemáticos e demasiadamente questionadores membros da Fé eram enviados para exercer seu ofício de forma a serem esquecidos.

"Você confia nos lordes que aqui estavam? Confia neles com sua vida? Além disso, quantas pessoas exatamente a senhorita já viu saírem vivas de um tribunal probatório? Mesmo que eles atestem sua inocência, a Fé possui conventos específicos para onde poderiam enviar a senhorita..."

O inquisidor solta um longo suspiro, escorando sua mão no armário. Até onde a espiã podia reparar, ele falava a verdade. Salvo as interferências ocasionais de madame St. Calisto, a misteriosa governanta de Vaggio, há anos nenhuma bruxa ou bruxo escapara da justiça do cadafalso.

"...ou pior, senhorita Hawthrone".


Voltar ao topo
 Perfil  
 
 Assunto do Tópico: Re: [Prólogo] Melissa
MensagemEnviado: 02 Jun 2014, 17:42 
Dragão Cobre
Avatar de usuário
Offline

Data de registro:
16 Fev 2003, 15:23

Mensagens:
2651

Localização:
Belo Horizonte - MG
Melissa percebe que o destino que se lhe apresenta não é dos mais belos; e não é quiçá dos mais frios. A ideia de ser devorada pelas chamas de uma fogueira enquanto a amaldiçoam e a chamam de bruxa faz com que um calafrio percorra suas costas como se a própria morte acariciasse sua espinha e a acalantasse para um profundo sono de esquecimento. Não, pensou melancolicamente a bela espiã, não é dessa vez que encontrarei o criador. Acho que minha vida continua sendo lutar: lutar pela minha liberdade e lutar pela minha vida. Só queria saber a partir de quando lutarei pelos meus próprios sonhos.

Após se recompor, Mel se dirige ao inquisidor:

"Senhor inquisidor. Agradeço muito por sua ajuda. Saiba que me lembrarei de você e que se você precisar de minha ajuda, você poderá contar comigo. Seguirei seu conselho para fugir dessa situação em que me colocaram. E, quem sabe, um dia provar minha inocência.

A única remanescente da família Hawthorne se dirigiu ao armário e lá se escondeu o melhor que podia. Nada restava, senão esperar.

_________________
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


Voltar ao topo
 Perfil  
 
Mostrar mensagens anteriores:  Organizar por  
Criar novo tópico Este tópico está trancado, você não pode editar mensagens ou enviar respostas.  [ 32 Mensagens ]  Ir para a página Anterior  1, 2

Todos os Horários estão como UTC - 3 horas [ DST ]


Quem está online

Usuários vendo este fórum: Nenhum usuário registrado online e 1 visitante


Você não pode criar novos tópicos neste fórum
Você não pode responder tópicos neste fórum
Você não pode editar suas mensagens neste fórum
Você não pode excluir suas mensagens neste fórum
Você não pode enviar anexos neste fórum

Procurar por:
Ir para:  
cron
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group
Traduzido por phpBB Brasil