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 Assunto do Tópico: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 05 Nov 2014, 18:19 
Alhoon
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Após empurrar a balsa com a bota e desvincilha-la do pequeno cais, os pantaneiros realizam o retorno da mesma com grandes varetas de madeira, usadas para empurrá-la no assoalho do Pântano.

A embarcação era uma estrutura plana e sem assentos, particularmente lotada pelos seus 7 tripulantes. O frio por entre as brumas era consideravelmente mais grave do que o já incômodo clima no cais. Indiferentes à temperatura, entretanto, os três enviados do Velho Medula guiavam o barco com habilidade, eventualmente soltando comentários entre si no estranho idioma de seu povo.

Mais de uma vez um dos dois acompanhantes do sarcástico emissário se entregou a um acesso de tosse, escarrando nas águas do Pântano um muco escuro esverdeado com sinais de sangue. Não obstante, era nítida a impressão de que a balsa estava sendo seguida. Movimentações na água e na vegetação marginal eram constantes, mas nenhum dos marinheiros parecia particularmente preocupados com isso.

As horas eram difíceis de serem mensuradas por entre a névoa etérea que acompanhava o grupo, mas eventualmente a camada branca fora rompida. Os marinheiros se mobilizavam para laçar um toco de madeira em outro ancoradouro tão decrépito quanto o anterior. Para além do cais, entretanto, uma vila se erguia. Casas de palafita ocupavam a encosta de um pequeno morro, uma população de meticcios do brejo caminhavam pelas ruas, olhando para o quarteto com estranheza e desconfiança. As árvores na localidade haviam sido parcialmente derrubadas e o sol do final da tarde era uma sensação bem-vinda naquela decrépita micro-cidade.

No alto da ribanceira, uma estrutura curiosa jazia parcialmente demolida: um muro quadrangular desmoronado e coberto pelo musgo protegia, ineficientemente dada sua condição, uma casa totalmente diferente das demais: amplo e de arquitetura antiga de Vaggio, aquele casarão destoava de tudo que podia ser visto nos Pântanos. Sua condição, tal como a de seu muro, era precária: a tinta, outrora branca, descascava e os galhos de uma árvore invadiam um grande pedaço da residência.

Com um movimento rápido, o homem de cabeça raspada salta para o porto e estende a mão para Melissa, um sorriso maldoso em seus lábios.

off - observar todo mundo. Sintam-se a vontade para rolar todos os testes que quiserem.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 05 Nov 2014, 19:12 
Guerreiro Orc
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O padre viu apenas o próprio umbigo:
[off]
Observar:
1d20+5 → [3,5] = (8)
http://invisiblecastle.com/roller/search/1516341
[/off]


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 05 Nov 2014, 21:48 
Dragão Cobre
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Melissa se levanta graciosamente e, fingindo não ter visto o gesto do homem de cabeça raspada, ela pula do barco. Talvez ela já estivesse contaminada, mas de qualquer maneira, ela não queria dar mão ao azar e correr o risco de pegar o que quer que fosse justamente agora.

(off: se precisar que eu role dado para a dissimulação de ela não ter visto nada, é só avisar!)

Spot: D20 +1
Roll(1d20)+1:
9,+1
Total:10

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"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 05 Nov 2014, 21:56 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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- "Já era hora.. "

Sven salta do barco e se posiciona no meio da estrutura de madeira que formava o cais e olha com atenção o local, atento a possíveis riscos e um pouco para a estrutura das ruas se precisasse sair dali com pressa.

Spot Check Roll(1d20)+7: 16,+7 Total:23

_________________
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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 06 Nov 2014, 00:01 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Com a mão esquerda já reclamando, o espadachim continua segurando a bainha de seu florete. Ele o fez durante toda a viagem, tenso demais para relaxar, e a apertava a cada batida do barco ou tossida do tripulante, e ainda fazia enquanto salta do barco, sempre mantendo o homem de cabeça raspada à sua direita ou à sua frente, caso precisasse sacar e atacar.

------

[OFF]:

Código:
Spot
11+2=13

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"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

"A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência."

"Não são as más ervas que sufocam o grão. É a negligência do cultivador."

- Confúcio


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 07 Nov 2014, 23:01 
Alhoon
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O pantaneiro solta um suspiro sarcástico com a recusa de Melissa. Com um assobio e um aceno, ele obtêm a atenção de seus dois companheiros. A julgar pelo tom de voz e linguagem corporal dos três, eles pareciam discutir algo sobre as condições da embarcação.

O minúsculo vilarejo era quase que inteiramente construído sobre as áreas alagadas. Uma estrada elevada, calçada com pedras desgastadas e coberta pela vegetação em muitos pontos, cortava a pequena comunidade em duas, ascendendo em direção ao casarão no alto da colina e o ligando ao cais. Apesar do nítido espaço disponível para edificação dos casebres de palafita no espaço seco adjacente ao muro quadrangular da estrutura, era claro que os moradores locais evitavam aquele entorno.

A população local era composta por mestiços de pele cor de oliva. Suas roupas coloridas desbotadas eram reflexo da cultura zingari e, de forma geral, estavam velhas e remendadas. Apesar de somarem no máximo meia centena, era visível certas deformidades em alguns poucos moradores: olhos saltados, membros atrofiados e demais mazelas oriundas das prováveis relações incestuosas que dominavam a cultura típica d'Os Pântanos. De forma geral, eles olhavam para o grupo com uma curiosa mistura de desconforto e raiva contida: os brejeiros eram famosos por receberem mal visitantes.

Os olhos atentos de Melissa, Sven e Malgath conseguem reparar em alguns doentes na comunidade, que se movimentavam rapidamente para dentro de suas choupanas, afligidos pela mesma moléstia que afeta os dois marinheiros.

Mas apenas a percepção aguçada do mateiro de Gancho Rubro conseguiu captar uma estranha curiosidade do lugar: não havia crianças ali.

Com passos lentos, o homem de cabeça raspada passa à frente do grupo, os olhos fixos na casa da colina. Se virando para seus interlocutores, ele acena com a cabeça para a estrutura, indicando o destino do quarteto.

"Qualquer coisas ocêis num isqueçam di colocá reverendo Browntook no colo", ele dispara antes de retornar às atividades do barco.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 09 Nov 2014, 17:59 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Sven olha para o reverendo e diz:

- "Vai precisar? Acho que você não se incomoda em molhar a beirada dessa batina."

E num tom de voz mais baixo, buscando que o assunto fique somente entre os quatro ele diz:

- "Essa lugar já não é simpático, mas tem algo mais errado que o normal por aqui. Melhor apressarmos o passo até aquela casa."

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 09 Nov 2014, 18:55 
Dragão Cobre
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Melissa concorda com uma sacudidela de cabeça e começa a se dirigir em direção à casa.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 09 Nov 2014, 23:22 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Malgath mais uma vez aguarda poder tomar a retaguarda.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 10 Nov 2014, 12:05 
Guerreiro Orc
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Buscando afastar o ar sombrio, o padre brinca: "uai...se o colo for dela.." apontando para Melissa "...até topo"
Mas até a risada do padre não sai com a mesma satisfação, sendo nada mais do que uma meia risada, enquanto ele se põe a seguir o grupo.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 12 Nov 2014, 03:01 
Alhoon
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O grupo subiu aquela devastada estrada de pedra calçada observado por olhares ameaçadores. Ainda que a maioria dos habitantes da pequena vila pantaneira tivesse se retirado para suas casas, os poucos que permaneciam à vista não pareciam preocupados em passar nenhum tipo de sensação de conforto. Sentada em uma cadeira da soleira de uma das casas, uma velha anciã gesticulava em direção ao grupo, um tom de voz agressivo por entre os silvos de seu idioma. Uma moça, mais jovem, tentava leva-la para dentro de um casebre. Em outro canto, um trio de homens mal-encarados riram de forma contida, após algum comentário maldoso de um deles sobre o rosto queimado de Sven. Até mesmo o pequeno e tímido sol já voltava a ser encoberto pelas nuvens de uma grossa chuva que há muito já ameaçava.

O casarão era uma estrutura curiosa: seu muro, Saph sabia, era decorado com os mesmos padrões circulares do túnel que ele visitou logo no início da manhã. Sven e Malgath sabiam que, apesar da péssima qualidade da construção, ela guardava semelhanças à mansão dos Stauch, de Gancho Rubro. A casa interna, entretanto, era de arquitetura clássica de Vaggio, provavelmente uma relíquia centenária deixada por algum antigo lorde excêntrico. O quarteto circulou a edificação até encontrar passagem em uma face tombada, já que os portões retorcidos encontravam-se emperrados pela ferrugem. A grama mal cuidada da área interna era pouco diferente da externa e mosquitos zuniam incessantemente.

Após avançar por uma ampla varanda e um portal sem porta, a área interna da casa se revelava tão decrépita quanto o esperado: os tapetes mofados e o forte cheiro da umidade eram regra na composição do ambiente. Nas paredes, quadros envelhecidos e castigados pelo tempo retratavam figuras antigas, vestidas com trajes antiquados de nobreza e clero. O hall de entrada era composto por uma escada de acesso aos pisos superiores e quatro portas laterais.

Sentado em uma velha poltrona, em um dos cômodos acessíveis por esse hall, o Velho Medula aguardava. Na sua frente, em uma decadente sala de jantar, a mesa estava posta mas, a julgar pelas teias de aranha, nenhuma refeição seria feita ali.

Perdido em seus pensamentos, o octogenário se entretia com um pequeno cachimbo de espiga de milho. Era um homem de pele cor de oliva enrugada e manchada pela idade, calvo e de barba rala. Após uma breve pausa, ele encara o grupo e apaga a chama do cachimbo. Escorando-se em seu velho cajado para se levantar, ele sorri para o grupo, revelando dentes impressionantemente brancos e saudáveis.

"Ah, sim, sim. Ocêis sejam bem vindus".


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 13 Nov 2014, 16:39 
Guerreiro Orc
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Vendo que ninguém se manifestava, o padre entra e procura um lugar pra sentar, enquanto dispara: "Bem vindo aonde? Nessa budega de cidade?! ...Agora, desembucha véio...trouxemo quem ocê pediu" diz, apontando pro casal... e completa: "...mesmo nesse tempim que ficamo junto, já gosto mais deles doque d'ocê"


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 13 Nov 2014, 23:13 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Tão silencioso quanto na caminhada, Malgath permanece de braços cruzados, com seu receio sobrepondo sua curiosidade. Sua mão direita repousava, mas ainda se mantinha perto da bainha de seu florete.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 13 Nov 2014, 23:26 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Sven se aproxima da mesa e passa o dedo sobre ela, olhando para a poeira acumulado pelo tempo.

Logo depois puxa uma cadeira e se senta, flexionando as costas e esticando as pernas.

- "O padre disse tudo Medula."

Usando o corpo e sem se preocupar em ser delicado, Sven arruma a posição de sua cadeira, a afastando um pouco da mesa e deixando a porta de entrada em seu campo de visão.

- "Vai saber o que esse velho maluco quer com estes dois. É bom eu ficar atento para aquele careca não aparecer por aqui."

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 14 Nov 2014, 09:31 
Dragão Cobre
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Melissa observa tudo o que se passa com bastante atenção. Seus olhos treinados não têm dificuldade para perceber a hostilidade dos cidadãos para com este grupo forasteiro. Como ela bem sabe, os pantaneiros são aversos a forasteiros e esta situação de estranhez que trouxe o grupo para o interior do brejo deve ter exasperado ainda mais esta animosidade, que parecia parar no ar.

Ao adentrar na mansão e ver o velho Medula, ocorre à embusteira que o abandono e a antiguidade do edifício é compatível com a idade de seu dono. É verdade que muito provavelmente este senhor não seja o verdadeiro dono - e talvez ele sequer habite a mansão -, mas no momento este era seu território, este era seu domínio. O cheiro de mofo chega às narinas de Melissa, que não se assusta nem sente nojo; se ela aprendeu alguma coisa durante seus anos na prisão, foi que o mundo aqui fora, mesmo quando pútrido e decomposto, é melhor do que um cubículo apertado, imundo, cheio de urina e merda.

"Se até o corpo deste velho tem dentes bonitos e cuidados, é possível encontrar algo valioso nesta mansão", pensou Melissa consigo mesma, "nem que seja um prato de comida quente".

Pacientemente ela percorreu os olhos pelo salão, despretensiosamente, a procura de qualquer coisa que se destacasse. Não que ela tivesse qualquer tipo de pretensão de encontrar alguma rara joia, mas talvez este lugar jogasse alguma luz sobre aqueles que aqui habitavam - ou que aqui habitaram.

Search: D20 + 3
Roll(1d20)+3:
12,+3
Total:15


Após olhar ao seu redor, a jovem se dirige ao velho Medula:

- Não sei se agradeço pela recepção ou se eu me preocupo com os fios que você tem movimentado por trás dos panos - diz Melissa, suavizando a seriedade da acusação com um tom levemente zombeteiro. - Você já nos conhece e parece saber onde podemos ser encontrados e tudo aquilo que estamos dispostos a fazer. Seria de boa educação se você também se apresentasse e nos explicasse tudo o que está acontecendo.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 17 Nov 2014, 17:49 
Alhoon
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"Nós dois sabemus qui ocê curti uma boa di uma budega, reverendu Browntook", o Velho ri de seu próprio comentário. Uma risada asmática, curta, coerente com a aparência de seu dono.

"Mas ocêis dois fizeram u qui eu pidi, ocê i o mateiru Sven", ele emenda acenando com a cabeça para o caçador, "Dizem qui a moléstia qui o povu daqui da vila pegou teim cura. Um chá di erva di cavernas. Si ocê consiguissi alguma, achu qui seria um pagamentu muito di bom pra você i pra sua Fé, num seria? Viver eu digo. Viver seria um pagamentu muito di bom", ele dispara sorrindo desdenhadamente para o halfing.

"I pocê, seu mateiro, meus mininus seguiram u bicudu o dia todo. Eli acabou im um atoleiro perto da divisa da Mata cuns Pântanos. Tenhu certeza qui ocê sabi como di chegar lá".

O Velho se levanta e caminha em direção a Malgath, movimentos e passos lentos, sempre escorado em seu cajado.

"Eu tenhu uma proposta di imprego procês, ué, senhorita Hawthrone e senhor Vesryn. É du meu intender que ocê tá sem emprego i que o espadachim aqui já devi di tar cansado de passar as noite batendo im bebadu", ele fala enquanto observa as feridas no meio-elfo, uma expressão curiosa em seu rosto.

"Mas é claru qui eu só posso di discutir issu na frente do mestre mateiru Sven i du reverendo Browntook si eles também tiverem interessi em trabalhar".

off - Fring, Melissa repara que a casa, provavelmente, já foi pilhada incontáveis vezes. Entretanto, um quadro em particular chama a atenção por sua condição: presente ali mesmo na sala de jantar, ele parece mais limpo e bem cuidado que as demais pinturas da casa, apesar de igualmente velho. É o retrato de uma família de cinco membros e, aparentemente, dois servos: uma mulher e dois homens adultos, um casal de crianças e dois mestiços: um homem de meia idade e uma menina, da idade do outro casal de crianças. A família de origem aparentemente carcosana veste roupas antigas de nobreza, enquanto os descendentes zingari usam trajes típicos da cultura de seu povo.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 17 Nov 2014, 21:32 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Sven ouve as palavras do velho Medula e sua orelha boa fica vermelha de raiva, o velho tinha um jeito único de pagar suas dívidas e era da maneira mais ordinária que poderia ser.

- "E se o bicho sair do atoleiro o problema é meu, se um limo engolir ele aposto que o problema é meu também... "

Mas pensar que seguir o bicho era algo que ele mesmo poderia ter feito só deixaria Sven ainda mais nervoso com aquela situação.

- "Velho, talvez você tenha passado muito tempo vivendo aqui, mas não é assim que se oferece um serviço. Me fala o que você quer e quanto paga pelo serviço, e depois disso eu vejo que me interesso ou não."

- "Se me interessar pela sua oferta, ainda tem a cabeça daquele bicudo. Ela tem um bom preço, você coloca um desses teus meninos para separar ela do corpo e eu falo para quem tem que entregar e posso dividir o premio com quem entregar ela."

Sven continuava com o corpo imóvel, pernas esticas e braços cruzados, mas sua voz deixava claro que ele não estava nem um pouco feliz com aquela situação.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 18 Nov 2014, 11:55 
Guerreiro Orc
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"O que eu gosto...ou deixo de gostá ...é entre eu e a Grandi-mãe...." e resmungando baixo, completa: "véio inxerido"

se revirando na cadeira.. o padre pergunta: "trabaio? e o pagamento é o tal ....chá? com a receita e as erva?"

Opa... um chá que cura uma praga... vou ficar famoso! e quem sabe ainda faturar algum....

Olhando pro véio o padre diz, meio que dando de ombros: "se fô assim... to dentro.. sabe comu é... um padi tem di cuidá do seu rebanho..."


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 24 Nov 2014, 08:53 
Dragão Cobre
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Melissa não se apressa e toma seu tempo se dirigindo para o quadro. Analisando-o, ela imagina se o cuidado dedicado a este quadro, em contraste ao descuido visível no resto do quarto, deve-se ao fato de o velho e sua família estarem nele representados. Talvez o motivo fosse outro, mas ela preferia acreditar que este era um quadro do jovem Medula. Sem tirar os olhos de tal objeto, ela fala docemente com o velho.

- Uma proposta de emprego, é? E o senhor poderia formular melhor esta proposta para ver se eu e o Malg nos interessamos por ela?

Melissa espera um pouco após completar esta última frase, até ter certeza que os olhos do Medula estão em suas costas. Neste momento, ela se vira e acrescenta uma pergunta àquelas já formuladas.

- O que este quadro tem de especial?

Diplomacia: D20 + 10
Roll(1d20)+10:
18,+10
Total:28

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 24 Nov 2014, 10:52 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Melissa toma a frente do assunto pelos dois, o que deixa Malgath mais tranquilo. O meio-elfo não esperava nenhuma situação de combate, mas odiava ser enganado. Deixaria a questão nas mãos da embusteira.

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