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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 14 Abr 2015, 21:41 
Dragão Cobre
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- Não faz sentido nenhum esses dois terem sumido... aparentemente, eles não furtaram nada de nós e não fizeram nada conosco. Se eles desapareceram com toda esta vigia, algo me diz que isso é resultado de algum tipo de feitiço.

Melissa ainda espera encontrá-los lá fora, mas sabe que dificilmente isto vai acontecer.

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"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."
- Memórias Póstumas de Brás Cubas


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 15 Abr 2015, 01:25 
Alhoon
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Se Casimir levou algo além de seus pertences pessoais, a breve análise do quarteto nada revelava. O grupo foi recepcionado por uma vila deserta, portas e janelas cerradas. A cadeira de balanço ocupada pela anciã pantaneira que havia gritado com Melissa mais cedo balançava lentamente, indiferente a total ausência de vento para forçar seu movimento. Já no pequeno ancoradouro, era claro que fosse para onde tivesse ido, o homem de cabeça raspada havia partido a pé pois sua embarcação permanecia ali pronta para o uso.

No céu, nuvens escuras indicavam que a chuva poderia ser uma presença repentina -- e constante -- durante todo o dia. Mas não era a cor das nuvens que impressionava, mas sim sua velocidade e amplitude. Cobrindo facilmente o céu até o limite da visão de todos, elas se moviam com velocidade, como a mística neblina que as babas zingaris eram, supostamente, capazes de invocar. Não obstante a espessura da camada que cobria o sol, o dia havia amanhecido com uma tonalidade amarela estranha, quase doentia.

A solidão do quarteto foi subitamente quebrada pela risada leve de uma criança. Um vulto infantil correu por trás das casas, entrando e saindo rapidamente da visão das pessoas.

off - Spot todo mundo e um teste de Wis (d20 + modificador de Wis).


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 15 Abr 2015, 01:33 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

"A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência."

"Não são as más ervas que sufocam o grão. É a negligência do cultivador."

- Confúcio


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 15 Abr 2015, 09:21 
Dragão Cobre
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Editado pela última vez por Fringway em 15 Abr 2015, 16:15, num total de 1 vezes

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 15 Abr 2015, 11:23 
Guerreiro Orc
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Não melhorou muito..mas... já é algo!


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 16 Abr 2015, 19:54 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 20 Abr 2015, 14:04 
Alhoon
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A figura que fugia pelas ruelas da pequena vila era claramente uma criança humana, uma menina, e não uma zingari, ainda que sua pele cor de oliva indicasse algum tipo de miscigenação. Era claro para todos que ela vestia os mesmos trapos coloridos remendados que os habitantes dos Pântanos usavam.

Mais do que isso, a presença da jovem parecia levemente inquietante para Malgath e Melissa, uma agitação típica semelhante àquela de quando se tem certeza do esquecimento de um detalhe importante, algo que deveria ser lembrado.

Ao mesmo tempo, Sven tinha preocupações mais mundanas: a vegetação no entorno do rio parecia esquisita para o mateiro. Apesar de não ser impossível, e admitindo que ele poderia não ter prestado atenção naquele detalhe no dia anterior, a flora ribeirinha de alguma forma o lembrava mais da Mata dos Fantasmas do que o esperado. Era um detalhe estranho mas, verdade seja dita, não muito alarmante.

Saph, por fim, despercebia todo e qualquer detalhe relativo à fauna, à flora, aos habitantes ou à arquitetura do lugar. O hábito de se esquivar de seus compromissos verdadeiramente importantes, como o café da manhã por exemplo, parecia afetar negativamente o padre zingari.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 20 Abr 2015, 17:28 
Guerreiro Orc
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"Ei...ei.. cêis viram ali?" pergunta o padre, puxando a manga do mais próximo e apontando para um espaço vazio: "alí.. não tem café da manhã... nem aqui" aponta para a barriga e continua "nem em lugar nenhum! Isso torna esse zingari numa pessoa muito zangada"


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 21 Abr 2015, 11:23 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Sven se aproxima da beirada do rio, já sentindo a terra molhada na sola das botas, ele abaixa e pega um ramo da vegetação.

Olha por alguns instantes e o devolve ao chão.

- "Tem alguma coisa errada por aqui. Não sei o que é, mas algo não esta se encaixando.".

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 21 Abr 2015, 22:06 
Dragão Cobre
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- Alguma coisa também está me incomodando. Essa menina... eu não sei porque, mas sinto como se eu devesse ter percebido alguma coisa que, agora, me é intangível.

Melissa ficou pensando se essa menina tinha algum relacionamento com os meninos que os conduziram no dia anterior. Mas mesmo que houvesse esse relacionamento, o que isso queria dizer?

- Vocês têm alguma ideia de aonde devemos ir?

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 22 Abr 2015, 23:24 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Ao ouvir a pergunta de Melissa a orelha queimada de Sven coça um pouco, mas ele apenas mexe a cabeça desconfortavelmente.

- "Droga, não tenho ideia." - Diz chutando uma moita no chão - "A não ser que alguém aqui ache que é possível se meter neste brejo com o barco e achar o tal conclave."

- "O máximo que posso fazer é tentar achar o caminho de volta para a cidade. - após uma pequena pausa Sven completa - "Ou voltar para a casa daquele velho carcomido do medula e falar com ele."

- "No fundo é tudo culpa daquele velho maldito, quem manda escolher esse tipo de gente."

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 24 Abr 2015, 20:26 
Guerreiro Orc
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"Boa, vamo vortá pro véio!! Ele deve de tê algo pra comer..." diz o padre ansioso..


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 27 Abr 2015, 14:47 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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[Malgath] Boa ideia, padre. É melhor do que ficarmos simplesmente sem saber o que fazer aqui.

O meio-elfo estava cansado de não saber o que diabos estava acontecendo. A coceira da ferida até ajudava a tirar o foco dessa ansiedade, mas não de tudo.

[Malgath] Isso é, se o velho ainda estiver lá.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 28 Abr 2015, 21:53 
Alhoon
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O caminho até o casarão abandonado estava deserto, assim como o restante da vila. Por mais desconfortante que a recepção dos moradores pudesse ter sido na tarde anterior, a ausência total de qualquer outra alma no local era ainda mais perturbadora.

Parados de frente ao portão do muro da residência de Medula, o grupo podia reparar em uma estrutura um pouco afastada da casa anterior, mas dentro da área da propriedade: um pequeno barraco semi-destruído, provavelmente uma residência de empregados. Assim como em sua primeira passagem por ali, o quarteto teria ignorado totalmente mais um amontoado de madeira naquele terreno-baldio, entretanto, a figura infantil que se esquivara do grupo estava ali, presente, saltitando em pernas alternadas entre pontos imaginários no chão.

Ao seu lado, uma segunda pessoa a observava. Uma moça, meticcia, trajando um vestido marrom de corte carcosano com detalhes em branco. Seu cabelo era preso em dois coques por laços de seda branca.

Conforme o grupo se aproximava, a semelhança entre as duas tornava-se cada vez mais evidente. Mais do que isso, Melissa podia também claramente reparar a semelhança entre ambas com a jovem mestiça do quadro no interior da mansão.

Malgath, em mais um desenrolar daquela confusa história, estava novamente na presença que invadira seus sonhos na noite anterior.

"Você sonha com o que conhece, mestre mateiro Sven de Gancho Rubro", a mais velha das moças diz. Era claro agora para o caçador o que causava estranheza a ele: a vegetação local estava, claramente, muito mais semelhante aos entornos da Mata do que aos d'Os Pâtanos.

Como em um estalo, a normalidade da situação parecia se desfazer para todos: as nuvens se moviam rápido demais, sua amplitude incomum cobrindo certamente algum vulto leviatânico que se movia por cima de seu forro, em movimentos circulares. O quarteto sonhava um sonho -- um pesadelo -- em conjunto, isso era claro.

"O tempo só nos permite metáforas de escassez", ela continua, "Mas vocês tem perguntas e a mim foram dadas respostas, mas não o contrário. É importante que vocês entendam isso", emenda. Havia, agora, um certo tom de urgência em sua voz.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 30 Abr 2015, 16:15 
Guerreiro Orc
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"sabia que aquela janta num tinha caído bem" sussura o padre, enquanto olha para os companheiros esperando algum sinal que só ele estava doido...

Após alguns segundos, chegando a conclusão que deveria tirar o máximo de proveito do momento, pois vai que essa "lombra" tem realmente algo útil a dizer, pergunta: "Entom-se... já que ôce tem as resposta, desembucha: o que é essa morte rubra...e o que que a Srta. Calistu tem de havê com isso?"
E após exitar um momento, completa: "e já que ôce diz que sabe tudo... de 0 a 10, qual a chance de eu pegar a bruxa aqui?" pergunta apontando para Melissa?


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 11 Mai 2015, 22:28 
Baalzebul, Lorde do Sétimo
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Sven, ainda tenta digerir a situação, mas as perguntas feitas pelo padre eram um bom começo. Apesar do padre se tornar cada mais errático em suas colocações.

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 12 Mai 2015, 09:35 
Dragão Cobre
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Melissa já estava ficando cansada de tudo o que acontecia ao seu redor: primeiro ela tinha sido envolvida na morte de seu chefe e amigo; depois, se metera em uma busca por um velho mitológico, que os mandara em uma missão obscura. Nada parecia melhorar, nada parecia ficar mais simples. Muito pelo contrário, a cada dia que passava, menos respostas o grupo tinha. A vontade de Melissa era largar tudo e construir sua vida em outro lugar. Mas isso parecia difícil. Pelo menos por enquanto.

- Você... não me é estranha. Você parece com a jovem mestiça no quadro no interior da mansão. Quem é você e qual seu relacionamento com o velho Medula? E o que aconteceu com ele?

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 12 Mai 2015, 15:59 
Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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Apesar de ter começado a tirar seu florete da bainha, o meio-elfo se limita a ficar parado no lugar, ao lado de Melissa, conseguindo apenas balbuciar:

[Malgath] ...Dama dos Sonhos?

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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 14 Mai 2015, 20:01 
Alhoon
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"A Morte Rubra é um engodo antigo, uma mentira passada de geração em geração. Mas --", a moça explica com um tom de urgência, como quem busca terminar logo um diálogo.

A mais jovem olha com seriedade para a moça mais velha, que acena a cabeça em um claro sinal de resignação.

"Pois bem. Ao término da guerra contra os elfos, a humanidade perecia, derrotada. O Alto Povo havia encontrado algo no Mais Além, uma loucura infinita que alimentava sua sede de sangue".

Uma chuva torrencial despenca das nuvens velozes do céu. A criança dava sinais claros de inquietação e ansiedade.

"...a Morte Rubra é um catalizador: uma praga mística que canaliza a energia de sua vítimas para a criação de um artefato de imenso poder".

"Eu --", ela interrompe olhando para a criança, um tom de urgência em sua voz, "Nós somos simulacros de Lidiana St. Calisto, criados para intervir no sonho sob certas circunstâncias. O encantamento que me trouxe a vida também limita minhas memórias. Não consigo sequer guardar recordações das minhas visitas anteriores. Sinto não poder ajudá-los mais, mas me parece óbvio que o Velho Medula pensa em recriar o evento que virou a maré da última grande guerra".

"Eu posso, contudo, dialogar com o conhecimento depositado nela. Ela aparentemente foi deixada nos Pântanos com esse propósito", o simulacro continua, acariciando os cabelos de sua inquieta contraparte mais jovem e tomando uma breve pausa, "Nem mesmo o Velho Medula deveria ser suficientemente forte para recriar a praga. A Convenção até detém o poder, mas não o conhecimento".

O simulacro olha para Melissa, empática quanto as frustrações da embusteira.

"Existe uma última parte envolvida. Alguém tem guiado Medula por entre as provações necessárias para atingir seus pla --".

Impossível como pudesse parecer, o pesadelo começava a inundar. A chuva já havia coberto a vila e a pequena colina agora era pouco mais que uma ilhota. Is observadores do início do sonho começavam a sair da água. Eram crianças pálidas e inchadas, lábios azulados, olhos perdidos e movimentos erráticos. Tão logo saiam do mangue, sua pele começava a rachar, vertendo o líquido preto e viscoso. A cada movimento, elas se transformavam grotescamente nas criaturas piscianas que haviam atacado o grupo no cais.


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 Assunto do Tópico: Re: [Ato II] Vila nos Pântanos
MensagemEnviado: 19 Mai 2015, 18:27 
Guerreiro Orc
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"arre égua... " solta o padre, olhando para as crianças bizarras. Virando-se afobado para as mulheres "disembucha o srta. Simula-Crô.. quem tá bulinando o sinhô Medula pra trazê a praga di vorta?"

[off] Mestre, o resto do barraco de madeira ainda está fora dágua? Se tiver, o padre se aproxima pra procurar algo que pudesse funcionar como arma de arremesso... sei lá... rs[off]


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